Reviravolta no caso Bid: decisão crucial do Tribunal do Júri
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) conseguiu uma decisão em segunda instância: os contraventores Bernardo Bello e Wagner Dantas Alegre serão julgados pelo Tribunal do Júri pelo homicídio de Alcebíades Paes Garcia, conhecido como Bid. O crime ocorreu em fevereiro de 2004, durante o carnaval, quando Alcebíades estava voltando dos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. Quer saber mais sobre as disputas que envolveram esta tragédia? Continue lendo e descubra todos os detalhes dessa história que ainda assombra o Rio de Janeiro.
Quem era Alcebíades Paes Garcia?
Alcebíades, conhecido como Bid, era irmão de Waldomiro Paes Garcia, o famoso Maninho, ambos figuras proeminentes no jogo do bicho no Rio de Janeiro. A morte de Alcebíades não foi uma fatalidade isolada; ela se entrelaça numa complexa teia de poder e vingança. Após sua morte, uma disputa entre herdeiros acendeu o estopim para outros confrontos violentos envolvendo a sucessão desse lucrativo mercado.
O que levou à acusação de Bernardo Bello?
Bernardo Bello, casado com uma das filhas de Maninho, se envolveu no jogo do bicho após a morte do sogro e do patriarca da família, Waldemir Paes Garcia, o seu Miro. As autoridades afirmam que, com a morte das principais lideranças, Bello orquestrou o assassinato de Bid, numa tentativa de consolidar seu controle sobre os negócios ilegais. À época, Wagner Dantas Alegre teria executado os disparos que tiraram a vida de Alcebíades.
Qual foi o papel de Wagner Dantas Alegre?
Wagner Dantas Alegre, ex-policial militar e conhecido como matador de aluguel, é apontado como o executor do homicídio de Bid. Relatos indicam que Alegre, na posição de segurança de Bello, foi diretamente responsável pelas ações criminosas perpetradas contra Alcebíades. No entanto, tanto Alegre quanto Bello encontram-se foragidos, dificultando o andamento da justiça.
Como a decisão do MPRJ impacta o caso?
A decisão da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro de rejeitar os recursos das defesas de Bello e Alegre marca um passo importante para a justiça. O Ministério Público, através de procuradora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, enfatizou a sangrenta disputa de poder no mundo do jogo do bicho e das máquinas caça-níqueis, contexto em que ocorreu o assassinato de Bid em 2004. A decisão unânime dos desembargadores reforça a intenção de que essa trama de violência não fique impune.
A saga envolvendo Bernardo Bello e seus comparsas ainda não chegou ao fim, mas essa decisão sinaliza um avanço importante no caminho para a justiça. Quanto tempo mais essa história perdurará? O próximo capítulo pode definir os rumos não apenas de vidas pessoais, mas de toda a estrutura do poder paralelo no Rio de Janeiro.
Com informações da Agência Brasil