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BRASIL

Segundo Acnur, sete em cada dez deslocados enfrentam ameaça climática

Em meados de 2025, alcançamos um marco preocupante: 117,2 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixar tudo para trás, vítimas de guerras, violência e perseguição. Alarmantemente, a maioria dessas pessoas está exposta a riscos ambientais ala

10/11/2025

10/11/2025

Em meados de 2025, alcançamos um marco preocupante: 117,2 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixar tudo para trás, vítimas de guerras, violência e perseguição. Alarmantemente, a maioria dessas pessoas está exposta a riscos ambientais alarmantes, com oitenta e seis milhões enfrentando altos ou altíssimos riscos climáticos.

Esses dados atualizados foram divulgados nesta segunda-feira (10) pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), em um relatório intitulado No Escape II: The Way Forward (Sem Escapatória II: o caminho a seguir).

Quais são os efeitos das mudanças climáticas nos deslocamentos?

As mudanças climáticas se destacam como um dos principais impulsionadores de deslocamentos. Na última década, fenômenos climáticos como tempestades e inundações resultaram em 250 milhões de deslocamentos internos—um número chocante que reflete uma média de 70 mil deslocamentos por dia. No Brasil, essa realidade se manifesta de forma direta.

A ACNUR observa ainda que esses desastres naturais frequentemente ocorrem simultaneamente com conflitos, perseguições e ameaças, como o aumento do nível do mar e a desertificação. Esse ambiente de crise múltipla intensifica o desafio tanto para os deslocados quanto para as comunidades anfitriãs.

Como as comunidades estão enfrentando esses desafios?

O relatório destaca a urgência de fortalecer a resiliência não apenas das populações deslocadas, mas também das comunidades que as acolhem, que muitas vezes enfrentam condições precárias semelhantes.

Para o Brasil, a situação é ainda mais alarmante. Projeções indicam que em 2040 o número de países altamente expostos a riscos climáticos extremos pode crescer de 3 para 65. Essa lista inclui países já sobrecarregados por deslocamentos, como Camarões, Chade, Sudão do Sul, Nigéria e Índia. Juntos, esses 65 países abrigam mais de 45% das pessoas deslocadas por conflitos, e metade deles já enfrenta fragilidade política ou conflitos ativos.

O que reserva o futuro para os refugiados em climas extremos?

Os dados do relatório indicam um futuro preocupante: nos próximos 25 anos, muitos campos de refugiados em regiões mais quentes deverão suportar quase 200 dias de calor extremo e perigoso a cada ano. Esse cenário revela uma combinação perigosa de calor intenso e umidade, tornando muitos desses locais inabitáveis.

Tal panorama requer ações emergenciais, não só para proteger os mais vulneráveis, mas também para mitigar os efeitos das mudanças climáticas nas movimentações forçadas. O estudo reforça a necessidade de intervenções globais para garantir que tanto os deslocados quanto as comunidades receptoras possam prosperar em meio a tantos desafios.

>> Clique aqui e acesse a publicação em inglês



Com informações da Agência Brasil

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