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BRASIL

Polícia desarticula fabricação ilegal de armas na Baixada Fluminense

Em uma operação de grande escala realizada nessa quinta-feira, a Polícia Civil desmantelou uma rede clandestina envolvida na fabricação e comércio ilegal de armas e munições. A ação, que aconteceu simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná, tinha como

14/11/2025

14/11/2025

Em uma operação de grande escala realizada nessa quinta-feira, a Polícia Civil desmantelou uma rede clandestina envolvida na fabricação e comércio ilegal de armas e munições. A ação, que aconteceu simultaneamente no Rio de Janeiro e no Paraná, tinha como foco cumprir mandados de busca e apreensão em locais associados a um grupo criminoso. O ex-cabo do Exército, Carlos Henrique Martins Cotrin, se destacou como um dos principais alvos dessa operação.

As investigações revelaram que Cotrin comandava um ponto de produção de armas nos fundos de uma residência em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No entanto, ao perceber a presença policial, sua tentativa de fuga foi frustrada, resultando em sua captura. Com o apoio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), a operação trouxe à tona uma vasta rede de comunicação clandestina, flagrada por meio da análise de dispositivos eletrônicos apreendidos em investigações anteriores.

Como essas operações desmantelam esquemas ilícitos?

A ação coordenada pela Desarme mostrou não apenas a determinação das forças de segurança, mas também a complexidade das transações ilegais envolvidas. Mensagens e registros financeiros interceptados apontaram para um lucrativo comércio de armas, com margens de lucro de até 150%. Esses dados também revelaram a utilização de transportadoras privadas para o envio secreto das armas, escondendo tanto o conteúdo quanto a identidade dos remetentes.

Entre os envolvidos, descobriu-se uma relação intrincada que conectava fabricantes, intermediários e compradores, todos empenhados na fabricação e comercialização de pistolas, fuzis e metralhadoras de forma artesanal. A rede operava sem qualquer controle legal, impactando diretamente a segurança pública.

O que foi encontrado na Baixada Fluminense e no Paraná?

Na Baixada Fluminense, além da prisão de Cotrin, a operação resultou na captura de mais cinco indivíduos. Eles estavam ligados a outro ponto de produção ilegal, onde a polícia apreendeu um arsenal variado, incluindo pistolas, revólveres, um fuzil, carregadores, munições e até um lança-rojão. Essas descobertas reforçam a gravidade da ameaça representada por essas operações clandestinas.

No Paraná, o alvo foi Márcio Marcelo Ivanklo, preso em sua residência. Após a busca, mais de 80 armas foram confiscadas, indo de espingardas a pistolas, demonstrando novamente o alcance dos negócios ilícitos mantidos por meio de grupos no WhatsApp. Ivanklo já havia sido detido pela Polícia Federal no passado, em 2008, o que evidencia sua reincidência em práticas ilegais.

Por que essas operações são cruciais para a segurança?

"Essa operação é mais uma prova de que inteligência, integração e tecnologia estão no centro da nossa política de segurança. Estamos desarticulando quem fabrica, quem vende e quem financia a violência" - destacou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Os progressos da Desarme confirmam a importância da cooperação e uso estratégico da tecnologia para combater o comércio ilegal de armas. Ao desarticular essa rede complexa, a segurança pública dá um passo significativo na luta contra a violência, promovendo, assim, um ambiente mais seguro e controlado para todos.



Com informações da Agência Brasil

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