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BRASIL

Museu da Língua Portuguesa inaugura exposição sobre Funk em São Paulo

Você sabia que o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo está prestes a se tornar o palco de algo verdadeiramente revolucionário? Isso mesmo! A partir deste sábado, dia 15, a exposição intitulada "Funk: um grito de ousadia e liberdade" ganha vida, transfo

15/11/2025

15/11/2025

Você sabia que o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo está prestes a se tornar o palco de algo verdadeiramente revolucionário? Isso mesmo! A partir deste sábado, dia 15, a exposição intitulada "Funk: um grito de ousadia e liberdade" ganha vida, transformando o entendimento convencional sobre o funk, suas raízes negras e periféricas. Originalmente exibida no Museu de Arte do Rio, agora é a vez de São Paulo mergulhar nesse universo através de obras inéditas.

Mas o que você descobrirá por lá? Imagine-se imerso em um mundo que vai além da música. São 473 obras que incluem colagens, telas, fotografias, vídeos e figurinos, celebrando a influência do funk nas áreas da moda, linguagem e cultura urbana. Desde os bailes Charme no Rio até o passinho do Romano em São Paulo, cada peça conta uma história das vozes da periferia.

Por que é tão importante o funk estar em um museu?

Renata Prado, pesquisadora de cultura funk e das relações étnico-raciais, e uma das mentes por trás da curadoria da exposição, destaca a relevância desse evento. "É fundamental para a gente buscar o reconhecimento institucional da cultura negra e periférica que atualmente está sendo perseguida", afirma ela. Entender o funk dentro do contexto de São Paulo e, de uma forma mais ampla, do Brasil, é essencial, uma vez que essa cultura ainda enfrenta resistência.

Qual a relação entre funk e hip hop em São Paulo?

Ambos surgiram como formas de resistência social. O funk, que apareceu em São Paulo lado a lado com o hip hop, reflete uma reação à exclusão social enfrentada por muitos. Entre as várias obras, destaca-se uma escultura feita de papelão pelo artista "O Tal do Ale". Inspirada em um tênis, ela simboliza a memória dos jovens mortos em 2019 durante uma ação policial em um baile funk na região de Paraisópolis.

Como a exposição honra as vítimas de violência?

Renata Prado enfatiza que, além de celebrar a cultura, a exposição carrega o peso da memória de jovens que foram vítimas da violência do estado. "Trazer uma exposição que garanta a memória de jovens que foram vítimas de violência do estado, por exemplo, é uma forma de a gente garantir a memória desses jovens a partir da sua contribuição artística para esse movimento", reflete ela.

Quando visitar a exposição?

Se você está se perguntando o melhor momento para conferir tudo isso, saiba que a exposição estará aberta até agosto do ano que vem, de terça a domingo. E tem uma boa notícia: a entrada é totalmente gratuita aos sábados e domingos, além de ser livre para crianças até sete anos. Aproveite essa oportunidade para explorar, entender e se deixar inspirar por um grito que é, ao mesmo tempo, de ousadia e liberdade.

Imagem da exposição

Imagem da exposição

Com informações da Agência Brasil

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