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BRASIL

Indígenas de todo o mundo questionam encaminhamentos da COP30

Você sabia que indígenas de várias partes do mundo estão expressando suas preocupações em relação aos rumos da COP30, ocorrida em Belém? Recentemente, o Caucus Global Indígena, um grupo internacional, manifestou críticas ao rascunho das decisões da Confer

Você sabia que indígenas de várias partes do mundo estão expressando suas preocupações em relação aos rumos da COP30, ocorrida em Belém? Recentemente, o Caucus Global Indígena, um grupo internacional, manifestou críticas ao rascunho das decisões da Conferência do Clima da ONU, que veio a público na sexta-feira, 21.

A Taily Terena, que integra o povo Terena do Mato Grosso do Sul, é uma voz significativa nessa mobilização global, representando os indígenas brasileiros. Ela destaca a carência de diálogo entre a condução do evento e as comunidades indígenas:

“A gente tinha uma expectativa que o Brasil, tendo esse protagonismo na diplomacia mundial, (...) não está sendo refletido. (...) a gente não foi chamado para os diálogos com a presidência da COP.”

Como os indígenas veem o financiamento e monetização territorial?

Taily aponta a necessidade de financiamento direto para a proteção das terras indígenas e critica iniciativas que monetizam essas áreas, como o Fundo Floresta Tropical para Sempre (TFFF), promovido pelo governo brasileiro.

"A natureza não devia estar sendo monetizada. (...) a gente queria que esse recurso chegasse diretamente para as nossas comunidades, sem ter tanto intermediador”, destaca.

Quais são as preocupações com a mineração e minerais críticos?

Outra preocupação levantada é a falta de proteção contra a mineração, especialmente de minerais considerados críticos, que estão no centro de disputas geopolíticas. A representante Terena alerta para a insuficiência de proteção dos direitos indígenas nos textos da conferência.

"A questão da transição justa, a gente tem um parágrafo que está falando sobre os nossos direitos, mas a gente queria algo mais forte, falando sobre a exploração de minerais críticos (...)."

A luta indígena: o que acontece agora?

Apesar do reconhecimento ainda limitado, Taily Terena afirma que a luta dos povos indígenas não acaba com a COP:

“(...) uma coisa que eu aprendi com os nossos mais velhos é que a nossa luta não termina agora. (...) a gente vai estar lutando, a gente vai estar protestando, a gente vai estar conversando, dialogando (...)."

Qual foi a participação dos povos indígenas na COP30?

A COP30, realizada em Belém, marcou a maior presença de povos originários e comunidades tradicionais na história das conferências climáticas da ONU. De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, o evento contou com a presença de mais de cinco mil indígenas, sendo 900 deles na Zona Azul, destinada às negociações oficiais.

3:18

Com informações da Agência Brasil

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