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BRASIL

Mulheres negras do Brasil e América Latina marcham por reparação

Em um dia marcado por ritmos envolventes como o som do tambor e do agogô, Brasília foi o cenário, nesta terça-feira (25), de uma manifestação poderosa. A Marcha das Mulheres Negras do Brasil e da América Latina tomou conta das ruas com um grito coletivo p

25/11/2025

25/11/2025

Em um dia marcado por ritmos envolventes como o som do tambor e do agogô, Brasília foi o cenário, nesta terça-feira (25), de uma manifestação poderosa. A Marcha das Mulheres Negras do Brasil e da América Latina tomou conta das ruas com um grito coletivo por "Reparação e Bem Viver". O que te move a caminhar em busca de justiça e dignidade? Mulheres de várias partes do mundo reuniram-se na capital do país, representadas por figuras como Raquel Viana, da Marcha Mundial das Mulheres, e Maydi Bayona, professora de filosofia de Cuba.

Raquel veio do Ceará, trazendo consigo a força das mulheres negras e sua luta histórica por reparação. Em suas palavras, "A questão da reparação é a luta histórica do povo negro e as mulheres negras trazem para a sua pauta... essa questão é fundamental." O apelo é por um reconhecimento do Estado brasileiro da dívida histórica com o povo negro. Você já parou para pensar no que "bem viver" significa para essas mulheres?

Por que a marcha das mulheres negras é tão importante?

O evento reuniu cinco trios elétricos e incontáveis mulheres que, através de suas roupas, penteados e histórias, manifestavam a presença das suas ancestrais. Maydi Bayona destacou a lógica colonial que atravessa corpos negros, reforçando a importância de justiça reparadora. Ela representava as mulheres de Cuba, ressoando um chamado contra a miséria e pela dignidade.

Mulheres negras do Brasil e América Latina marcham por reparação

Como a luta por direitos afeta a segurança pública?

Durante a marcha, preocupações urgentes foram levantadas. As palavras de ordem e cantos denunciavam a "chacina" nas operações policiais no Rio de Janeiro. Foi mais que um protesto: a expressão da dor vivida no cotidiano, como explica Tamara da Silva da Renfa, apontando como a política de segurança pública impacta a vida das mulheres negras. Ela critica a guerra às drogas e propõe a legalização como uma reparação necessária.

Qual é o papel das mulheres negras mais velhas nesta marcha?

Dona Eurides da Costa, de Porto Alegre, é um exemplo de resistência. Aos 80 anos, sua marcha é uma homenagem a seis filhos que perdeu, vítimas da violência contra a população negra. "Deus me dá força", afirma ela, mostrando que ocupar espaços é seu modo de resistência.

Mulheres negras do Brasil e América Latina marcham por reparação

Quais são as experiências das mulheres quilombolas na marcha?

Sandra Andrade trouxe a voz das comunidades quilombolas, revelando como a saúde ainda é um desafio. "Nós precisamos da nossa saúde específica", afirmou, expressando a urgência por assistência à saúde e revelando dados alarmantes sobre crianças quilombolas sofrendo com doenças já erradicadas.

De Brasília, as histórias de cada uma dessas mulheres nos lembram que a marcha é mais do que uma manifestação: é um movimento com raízes profundas e sonhos compartilhados. As mulheres negras, que constituem o maior grupo populacional feminino do Brasil, com mais de 11 milhões de mulheres pretas e pardas, estão movendo as engrenagens de mudança. Será que estamos ouvindo seus clamores por reparação e bem viver? A luta continua nesta jornada por igualdade, dignidade e respeito.



Com informações da Agência Brasil

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