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BRASIL

Dia Nacional do Samba é celebrado nesta terça-feira, 2 de dezembro

Quando você pensa no que representa a essência da cultura brasileira, é impossível não se lembrar do samba, um ritmo que carrega em seu compasso a história de resistência e alegria do povo. No dia 2 de dezembro, comemoramos essa expressão cultural que se

02/12/2025

02/12/2025

Quando você pensa no que representa a essência da cultura brasileira, é impossível não se lembrar do samba, um ritmo que carrega em seu compasso a história de resistência e alegria do povo. No dia 2 de dezembro, comemoramos essa expressão cultural que se tornou símbolo nacional, apesar de suas origens em tempos difíceis, sendo trazido ao Brasil pelos escravizados.

A homenagem ao samba tem raízes na Bahia, onde um vereador decidiu celebrar o compositor Ary Barroso por sua primeira visita a Salvador. A partir daí, o Dia Nacional do Samba se espalhou pelo Brasil, firmando-se como uma comemoração especial para todos os apaixonados pelo gênero.

Como nasceu a primeira gravação de samba?

A primeira gravação conhecida de samba, "Pelo Telefone", do compositor Donga, é um marco na história desse ritmo. O samba conquistou corações e passou por inúmeras evoluções, absorvendo influências diversas conforme viajava de região em região. Entretanto, a sua expansão não foi fácil. Enfrentou preconceitos e foi marginalizado, principalmente por suas origens nas comunidades negras.

O relato emocionante de Jorginho do Império

Jorginho do Império com seu pandeiroJorginho do Império convive com o samba há mais de 50 anos e vivenciou os altos e baixos dessa trajetória. Ele tem lembranças amargas, como a vez em que, ainda criança, perdeu seu primeiro pandeiro para um soldado do Exército, apenas por querer brincar o Carnaval. Esse episódio simboliza as barreiras que o samba enfrentou para conquistar seu espaço.

“Meu pai comprou um pandeiro para mim. Aí veio o Carnaval, eu saí todo empolgado com meu pandeirinho debaixo do braço para desfilar na Presidente Vargas. Quando eu passo ali, um soldado do Exército veio e disse que eu não podia levar aquele meu instrumento e prendeu. Eu perdi meu primeiro instrumento ali, que era um pandeiro. Então, tinha muita repressão, era muita coisa, era muito complicado, não era fácil, né?”

Por que o Rio é o coração do samba?

O Rio de Janeiro é o lar espiritual do samba e, em 2007, o Iphan reconheceu formalmente três de seus gêneros como patrimônio cultural: partido-alto, samba de terreiro e samba-enredo. Essa decisão reforçou a importância do Rio como um reduto do samba, de onde surgiram gigantes da música como Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Beth Carvalho.

E por mais que o tempo passe, o samba continua vivo, ecoando em rodas, shows e, especialmente, nos desfiles de Carnaval. Cada batida, cada verso, ressoa nas músicas e nos corações de quem as canta e dança.

Fechando com chave de ouro: o legado do samba

“Vai ter que amar a liberdade, só vai cantar em tom maior, vai ter a felicidade de ver um Brasil melhor.” – Jorginho do Império

Os versos de Jorginho do Império capturam a alma do samba: uma melodia de esperança e luta por tempos melhores, sempre convidando você a amar a liberdade em cada acorde de tom maior.



Com informações da Agência Brasil

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