Casos horripilantes de violência contra mulheres continuam a surgir pelo Brasil, trazendo à tona a urgência de questões sociais ainda pendentes. Em São Paulo, uma mulher teve as pernas amputadas após ser atingida e arrastada por mais de um quilômetro por um suposto ex-namorado. Em Florianópolis, uma professora foi vítima de violência brutal em uma trilha, resultando em sua morte. No Rio de Janeiro, duas educadoras foram mortas dentro de uma escola, e em Dourados, uma criança de nove anos viu a mãe ser assassinada e conseguiu escapar. Esses tristes eventos ocorreram justamente durante a campanha nacional dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e do Racismo, destacando a urgência deste problema.
A campanha, que vai de 20 de novembro a 10 de dezembro, visa conscientizar sobre a violência de gênero, um tema que não pode mais ser ignorado. Durante este período, várias ações ocorrem em todo o país, incluindo o lançamento do projeto Tenda Lilás, que busca mobilizar a sociedade contra essas atrocidades. Quer saber mais sobre essas iniciativas e o impacto que elas têm tido? Continue a leitura e descubra como você pode fazer parte dessa mudança.
Como a Tenda Lilás está fazendo a diferença?
A Tenda Lilás é uma das principais estratégias do Ministério das Mulheres para enfrentar a violência contra as mulheres. Com o objetivo de envolver toda a sociedade, essa iniciativa passará por todas as regiões do Brasil entre janeiro e julho de 2026. Mas, o que realmente acontece nesses espaços? Além de promover a conscientização, a tenda oferece atendimento e suporte para mulheres em situação de risco.
Sabe-se que, só em 2025, quase 700 mil mulheres foram atendidas pelo Ligue 180, como anunciou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes. “Não deixe chegar ao fim da linha. Ligue 180!”, ela enfatiza, na esperança de que todas possam se sentir seguras para denunciar abusos.
O que acontece no Dia M?
No dia 2 de dezembro, dentro do contexto da campanha dos 21 Dias de Ativismo, ocorreu o Dia M, que associa Mulheres, Mobilidade e Mais Respeito, especialmente nos transportes públicos. A ação se deu na movimentada Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, e contou com o apoio da Organização Internacional para as Migrações e de várias entidades locais.
Assim como destacou a secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira: “Estar aqui, no coração da cidade, significa chegar onde as mulheres estão”. Esta estratégia tem se mostrado eficaz na luta contra o assédio sexual, um problema presente no cotidiano de muitas brasileiras.
Por que continuar lutando pela segurança das mulheres?
As estatísticas são alarmantes pelos números de violência de gênero. O 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que 2024 registrou o maior número de feminicídios desde 2015, com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. Este dado impressionante é um forte indicador da necessidade de continuar a lutar pela proteção das mulheres.
A cada dia, atos que parecem pequenos podem escalar para episódios violentos, como alertou a ministra Márcia Lopes. "Nós não podemos achar que isso é natural", ela clamou. A mudança começa com cada um, e o apoio da população é crucial.
Como o Ligue 180 tem ajudado?
Por mais de 20 anos, o Ligue 180 tem sido uma ferramenta vital para as mulheres brasileiras, oferecendo um serviço gratuito e confidencial 24 horas por dia. Desde seu lançamento, o canal já atendeu cerca de 16 milhões de pessoas. Este serviço proporciona não apenas um espaço para denúncias mas também oferece acolhida, orientação e apoio, fundamentais para quem enfrenta a violência.
Os canais disponíveis incluem telefone, WhatsApp, e até mesmo a Língua Brasileira de Sinais, demonstrando o esforço contínuo para tornar o serviço acessível a todos.
Com informações da Agência Brasil