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BRASIL

Feminicídio: Ministras lamentam morte de servidoras do Cefet-RJ

A Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, expressou seu pesar pela perda trágica de duas servidoras do Cefet-RJ nesta terça-feira (2). Elas foram vítimas de um ato de violência brutal, mortas a tiros por um colega de trabalho. Neste contexto alarmante, Lopes

02/12/2025

02/12/2025

A Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, expressou seu pesar pela perda trágica de duas servidoras do Cefet-RJ nesta terça-feira (2). Elas foram vítimas de um ato de violência brutal, mortas a tiros por um colega de trabalho. Neste contexto alarmante, Lopes destacou a necessidade urgente de combater a violência, afirmando que "não podemos banalizar e naturalizar a violência". A ministra também lembrou que sua pasta está em campanha pelos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência e do Racismo contra as Mulheres.

A manifestação foi fortalecida pelas vozes de Anielle Franco, Ministra da Igualdade Racial, e Esther Dweck, Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que sublinharam a importância de acordos concretos no enfrentamento à violência.

Como o incidente revelou desafios no combate à violência de gênero?

Durante o evento em Brasília que celebrou os 20 anos do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, Anielle Franco classificou o ataque às servidoras como "extremamente grave". Ela afirmou: “Não dá para normalizar que duas servidoras sejam assassinadas no exercício de sua função”. Esse evento trágico, segundo as ministras, evidencia um padrão estrutural de violência de gênero no local de trabalho.

Dweck aprofundou a análise sobre o incidente como reflexo de um padrão de misoginia, chamado a atenção para a resistência masculina em aceitar lideranças femininas, dizendo que "é muito triste constatar um caso típico de misoginia, de um homem que não aceita ser chefiado por uma mulher".

Quais são as iniciativas propostas pelas ministras?

Ambas as ministras defenderam a implementação de um letramento antimachista como política essencial para prevenir a violência contra as mulheres em ambientes institucionais e no serviço público. Elas acreditam que promovendo tal letramento pode-se criar um ambiente mais seguro e igualitário.

Qual é o papel do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça?

O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça visa incentivar e estabelecer políticas de igualdade de gênero e raça no ambiente de trabalho, direcionado principalmente a médias e grandes empresas, sejam elas públicas ou privadas. Sob coordenação do Ministério das Mulheres, em colaboração com a ONU Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho, tem como metas reduzir desigualdades salariais e de oportunidades, ampliar a representatividade de mulheres, especialmente negras, em cargos de liderança, além de combater o racismo e o machismo institucionais, fortalecendo políticas de diversidade, equidade e inclusão.

Desde seu início em 2005, o programa está em sua 7ª edição e a EBC é uma das empresas que participa ativamente dessas ações. Essa iniciativa reflete um compromisso contínuo em promover ambientes de trabalho mais justos, seguros e igualitários.



Com informações da Agência Brasil

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