Você já percebeu como a violência contra as mulheres tem tomado proporções alarmantes no Brasil? Neste domingo (7), o país será tomado pela mobilização nacional Mulheres Vivas, em várias cidades, como resposta a esse crescente problema. As cifras são assustadoras: em 2024, foram registrados 1.450 feminicídios, marcando um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Este cenário catastrófico ocorre mesmo diante de leis cada vez mais rígidas para combater tal brutalidade.
E o que está acontecendo agora? Ativistas e coletivos de mulheres dizem "basta" e tomam as ruas do Brasil para conscientizar e exigir mudanças. Quer descobrir como essa mobilização se desenrola e o que mais é necessário fazer? Então, continue lendo e se inspire a também fazer parte dessa luta!
O que é o Levante Mulheres Vivas?
São os coletivos de mulheres que reconhecem o feminicídio como uma emergência nacional, tomando a frente neste Levante. Luciana Sérvulo da Cunha, uma importante ativista de direitos humanos e coordenadora do movimento, explica quais são os focos principais da pauta:
"O eixo 1 diz respeito a delegacias da mulher 24 horas, atendimento especializado e instalação das casas da mulher brasileira. O 2 são as casas-abrigo, acolhimento imediato e rede de proteção. No 3, uma resposta rápida e efetiva do sistema de justiça que inclui também reconhecer e implementar integralmente a lei da violência psicológica contra a mulher. E 4, a autonomia imediata para mulheres em risco."
Quais são as reivindicações para proteger as mulheres?
A pauta do levante vai além do combate direto à violência: há exigências para proteção integral de filhos(as) de mulheres em situação de violência; busca-se igualdade entre homens e mulheres nas esferas públicas e judiciárias; e ainda se incluem ações para regular plataformas digitais, visando combater o ódio e a violência online.
Luciana Sérvulo frisa que tudo isso depende de uma coisa essencial - o cumprimento total e transparente da lei orçamentária:
"Sem que os governos cumpram a lei orçamentária, a rede de proteção não funciona e mulheres seguem morrendo todos os dias. Então, o Levante Mulheres Vivas exige execução total, imediata e transparente da lei orçamentária no que diz respeito ao combate e prevenção da violência contra a mulher."
Quem esteve presente nas manifestações pelo país?
Em Brasília, a mobilização contou com a presença de grandes nomes da política, como as ministras das Mulheres, Márcia Lopes, Anielle Franco e outras autoridades, além da primeira-dama, Janja da Silva.
A ministra Anielle Franco, em seu discurso, insistiu na necessidade urgente de acabar com a cultura de violência contra a mulher no país, reafirmando o seu compromisso e homenagem à sua irmã, Marielle Franco, e mãe Bernadete:
"A gente está cansado de falar toda vez de mulheres tombadas... Quando Marielle foi assassinada, logo depois, Mãe Bernadete também... E a gente está aqui hoje para dizer que a gente vai permanecer vivas, de pé, lutando, ocupando todos os espaços, eles queiram ou não."
Por todo o Brasil, atos como o de São Paulo, que começou às 14h, e em cidades como Teresina e Manaus, programados para as 17h, mostram que essa é uma luta conjunta, de norte a sul do país. O comprometimento é tal que um documento completo com as demandas será entregue ao Congresso Nacional, ao Ministério das Mulheres e à Presidência da República.
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Com informações da Agência Brasil