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BRASIL

Plano Nacional de Trabalho Digno pretende incluir população LGBTQIAPN+

Nos últimos anos, a luta pelo reconhecimento dos direitos das pessoas LGBTQIA+ no ambiente de trabalho ganhou um importante reforço. A mais recente novidade vem na forma do Plano Nacional de Trabalho Digno, uma iniciativa conjunta do Ministério dos Direit

09/12/2025

09/12/2025

Nos últimos anos, a luta pelo reconhecimento dos direitos das pessoas LGBTQIA+ no ambiente de trabalho ganhou um importante reforço. A mais recente novidade vem na forma do Plano Nacional de Trabalho Digno, uma iniciativa conjunta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania com o Ministério do Trabalho e Emprego. Esse plano busca assegurar a todas as pessoas da comunidade LGBTQIA+ um ambiente de trabalho digno, seguro e sem discriminação, em qualquer lugar do Brasil.

Imagine participar de uma pesquisa e descobrir que mais de 70% dos seus colegas já vivenciaram preconceito no ambiente de trabalho. Assustador, não? Isso é o que revela uma pesquisa recente, que entrevistou mais de 800 profissionais LGBTQIAPN+, destacando os desafios contínuos que esses indivíduos enfrentam no mercado de trabalho. Não restam dúvidas: ainda há muito a ser feito para transformar o cenário profissional. É aqui que entra o novo plano do governo.

Qual é o objetivo do Plano Nacional de Trabalho Digno?

Lançado para fortalecer o compromisso do governo federal, o Plano Nacional de Trabalho Digno foi anunciado em grande estilo durante a Quarta Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, realizada em Brasília. O plano não é apenas significativo; é essencial para criar um ambiente laboral mais inclusivo. A iniciativa está estruturada em torno de quatro eixos principais:

  • Acesso e permanência no trabalho: Garantir que todos tenham as mesmas chances de se manterem no mercado laboral.
  • Igualdade de oportunidades: Eliminar barreiras que impedem o avanço dessas pessoas nas suas carreiras.
  • Estímulo ao empreendedorismo e economia solidária: Incentivar novas formas de empreender, criando redes de apoio entre os profissionais.
  • Governança, monitoramento e participação social: Envolver a sociedade civil no desenvolvimento e acompanhamento das políticas públicas.

Como será a implementação e o monitoramento dessa iniciativa?

Para garantir que o Plano Nacional de Trabalho Digno seja efetivo, o governo propõe a criação de comitês de acompanhamento e o uso intensivo de dados e evidências. Essa abordagem ajudará a orientar as decisões e permitir ajustes estratégicos, visando a melhoria contínua das políticas públicas direcionadas às pessoas LGBTQIA+.

Por que o plano é uma conquista significativa para a sociedade?

Segundo o governo, além de ser uma política pública de combate à discriminação, o plano reafirma um compromisso com a igualdade de oportunidades no Brasil. Ao reconhecer e incentivar a participação ativa da sociedade civil, esta iniciativa fortalece a contínua construção de um país mais justo, diverso e inclusivo – um lugar onde ser LGBTQIA+ não é um obstáculo, mas sim, parte integral de um mosaico social rico e variado.



Com informações da Agência Brasil

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