Na tarde desta terça-feira, um cenário de caos tomou conta de São Paulo. Motoristas de ônibus decidiram cruzar os braços devido ao não pagamento do 13º salário pelas empresas de transporte. Em meio à agitação dos passageiros tentando chegar em casa, o prefeito Ricardo Nunes declarou que a situação era inaceitável e que medidas seriam tomadas para garantir o direito dos trabalhadores. As ruas da cidade ficaram tomadas com 1.353 quilômetros de congestionamento, segundo dados fornecidos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Essa greve coloca em evidência mais uma vez o complexo relacionamento entre administração pública e empresas concessionárias. O prefeito garantiu que os repasses municipais estão em dia, lançando a responsabilidade diretamente para as empresas. Enquanto isso, passageiros e motoristas enfrentam as consequências dessa disputa. Vamos entender mais sobre essa situação e o que pode acontecer daqui para frente.
Por que os motoristas de ônibus decidiram entrar em greve?
A razão para a greve é o não pagamento do 13º salário, uma reivindicação básica e legal dos trabalhadores. O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas) anunciou a paralisação como uma forma de pressionar as empresas a cumprir com suas obrigações.
Qual foi a reação do prefeito Ricardo Nunes diante da greve?
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ricardo Nunes expressou sua indignação com a postura das empresas concessionárias, considerando-a "inaceitável". O prefeito afirmou que não cederia à pressão e estava determinado a garantir que os motoristas recebessem seus direitos em dia, assegurando que a prefeitura já havia realizado todos os repasses necessários.
“Eu vou tomar todas as medidas para que o trabalhador tenha o direito de receber o 13º. Não achem eles [as empresas concessionárias] que vão fazer uma pressão para cima da prefeitura. Eu não vou aceitar. Essa atitude é inaceitável”, disse o prefeito Ricardo Nunes.
Como a situação nos terminais de ônibus está afetando a população?
Com a greve em andamento, os terminais de ônibus de São Paulo rapidamente se transformaram em espaços de grande aglomeração de passageiros que tentavam retornar para suas casas. As dificuldades de locomoção aumentaram consideravelmente, resultando em longas filas e esperas impacientes nos terminais.
Qual é a próxima etapa na busca por uma solução?
No momento, a cidade aguarda uma resposta do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo. Até agora, não há uma declaração oficial sobre o não pagamento do 13º salário. Enquanto isso, as negociações entre a prefeitura e as empresas devem continuar, com a expectativa de uma resolução rápida para minimizar os transtornos.
Com informações da Agência Brasil