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BRASIL

Há dois dias sem luz, moradores de São Paulo se adaptam e protestam

Desde terça-feira, um apagão causado pela passagem de um ciclone com ventos superiores a 100km/h desafia mais de 1,3 milhão de moradores na região metropolitana de São Paulo, deixados no escuro involuntariamente. A situação se estende por diversos bairros

11/12/2025

11/12/2025

Desde terça-feira, um apagão causado pela passagem de um ciclone com ventos superiores a 100km/h desafia mais de 1,3 milhão de moradores na região metropolitana de São Paulo, deixados no escuro involuntariamente. A situação se estende por diversos bairros, revelando uma rotina de caos e incertezas para muitos, como aqueles que vivem às margens da Via Anhanguera, na "Vila da Biquinha", que chegaram a interditar a via em protesto.

Famílias inteiras têm de se virar para superar a falta de luz e os contratempos associados a ela. De geladeiras desprovidas até portões elétricos imobilizados, o impacto é sentido de maneira singular por cada um, perdendo-se alimentos, tempo e paz de espírito.

Por que o caos no Jardim Orly persiste?

Leila Lasnaux, professora, resumiu apropriadamente o cenário atual ao descrevê-lo como um verdadeiro caos. Desde a manhã de quarta-feira, a energia está ausente – consequência do impacto de uma árvore que despencou sobre fios elétricos. A Enel, responsável pela distribuição, compareceu ao local, mas a remoção da árvore, que é dever da prefeitura, ainda não aconteceu, deixando tudo inerte até pelo menos quinta-feira à noite.

Essa não é a primeira vez que a região de Leila experimenta escuridão prolongada. Em um episódio semelhante, ocorrido no ano anterior, a eletricidade só retornou após ampla cobertura da mídia.

Como a rotina das famílias está afetada?

As contingências do cotidiano tornaram-se desafios complexos. Portões elétricos que não abrem e alimentos que deterioram rapidamente são problemas comuns. Leila teve que comprar um modesto gerador a gasolina, suficiente apenas para manter celulares minimamente carregados e dar um pequeno alívio às geladeiras. "A cada promessa de conserto da Enel, a esperança é renovada, apenas para ser esmagada conforme os prazos se arrastam", lamenta ela.

E quanto à alimentação?

Para Erica Chaves, roteirista no Butantã, a volta das compras do mercado se transformou em pesadelo, pois ao chegar em casa descobriu-se sem luz. Alternativas limitadas a levam a tentar desesperadamente preservar carne, peixe e iogurtes. A Enel alterou suas previsões de reparo várias vezes, deixando Erica desamparada, sem poder sequer recarregar seu celular para manter compromissos importantes.

Quais complicações enfrentam os condomínios?

Regina Mantovani, síndica de um grande condomínio no bairro Raposo Tavares, também luta contra a incerteza e a logística para manter geradores a diesel operando. Com quase mil unidades fiando energia das áreas comuns, o abastecimento em bombas que estão paradas por falta de eletricidade revela-se um nó complicado. "Cada novo protocolo com a Enel traz uma promessa de reparo que nunca se concretiza", conta Regina.

Esse cenário crítico mostra a fragilidade enfrentada pela população em situações de desastre e destaca a importância de uma infraestrutura eficaz para amenizar os efeitos de tais crises. A Agência Brasil tentou, sem sucesso, obter respostas da Enel sobre o atraso no atendimento nos bairros afetados.



Com informações da Agência Brasil

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