Força da natureza em ação: mais de 417 mil pessoas sem energia após ciclone extratropical atinge São Paulo A Grande São Paulo está sentindo os efeitos devastadores do ciclone extratropical que passou pela região, provocando apagões massivos. O caso da roteirista Erica Chaves, residente no bairro do Butantã, na capital, ilustra bem a situação. Ela está às escuras desde as 12h da última quarta-feira (10).
Em conversa com a Agência Brasil na última quinta-feira (11), Erica contou sobre o momento em que retornava do mercado e deparou-se com a falta de luz em sua casa. Decisões sobre como preservar alimentos se tornaram urgentes, levando-a a contar com a solidariedade de vizinhos. Erica, assim como muitos paulistanos, precisou se adaptar rapidamente a essa nova realidade.
Como moradores como Erica tm lidado com a falta de energia?
Erica Chaves não está sozinha nessa luta. Ela descreveu a experiência inicial de chegar em casa com compras, apenas para encontrar um cenário inesperado e desafiador. "Algumas coisas a gente conseguiu levar para a casa de uma vizinha para botar no congelador, que eram comidas com significado especial", relatou.
Nessas situações, o improviso é constante. "O resto a gente está administrando aqui, algumas coisas já joguei fora porque não dava mais", complementa Erica, ilustrando a realidade de muitos.
O que mudou desde então?
Dois dias se passaram e a situação permaneceu a mesma. Erica continua limitando o uso do celular, evitando que a bateria acabe e desconectando-a de notícias importantes do hospital onde seu pai está internado. "Estou economizando a internet para ter mais tempo de uso", afirmou.
Quais são as reações da população à falha no fornecimento de energia?
Sentindo-se sem escolha, muitos habitantes, como os do Bixiga, no centro da capital, tomaram as ruas na noite de ontem (12) em protesto. O clamor por "Queremos luz!" ecoou na comunidade. Sem energia, os idosos têm enfrentado dificuldades diárias, como subir escadas e cuidar de sua saúde.
Na Pompeia, no entanto, a situação teve um desfecho diferente. Embora um protesto estivesse marcado para hoje, a energia foi restaurada pouco antes do início da manifestação.
O que a Enel tem feito para resolver o problema?
Neste sábado, a Enel anunciou esforços contínuos para resolver a crise. "Mobilizamos um número recorde de equipes em campo", afirmou a companhia, prometendo restabelecer a energia até amanhã.
A companhia enfrenta desafios diários pelo clima severo, com rajadas de vento atrapalhando os esforços de restauração. Até ontem à noite (12), a Justiça de São Paulo determinou que a energia fosse restabelecida em 12 horas, pressionando ainda mais a empresa.
A expectativa por soluções é alta, e a comunidade aguarda ansiosa por uma resolução que restaure o que o ciclone levou.
Com informações da Agência Brasil