Imagine viver sem eletricidade em uma cidade cheia de vida como Embu-Guaçu, localizada na efervescente região metropolitana de São Paulo. Este drama tem sido a realidade para a maior parte dos moradores dessa cidade desde a última quarta-feira (10), quando um ciclone extratropical trouxe fortes chuvas e ventos, arrancando redes elétricas do solo e mergulhando os residentes na escuridão. A situação ainda parece distante de ser resolvida, com 61% da população ainda sem luz, conforme relata a Enel, a empresa responsável pelo abastecimento de energia elétrica na área.
No auge da tempestade, as dificuldades aumentaram quando a cidade inteira, com cerca de 67 mil habitantes, ficou sem eletricidade. Houve um breve alívio na sexta-feira, quando a energia foi restabelecida para parte dos moradores, mas uma reviravolta no sábado fez com que o número de clientes afetados subisse novamente, tornando Embu-Guaçu a cidade mais prejudicada na Grande São Paulo.
Por que o número de moradores sem energia aumentou novamente?
A Enel informou que o aumento dos moradores sem eletricidade se deve à necessidade de desligar a rede para realizar reparos e garantir a segurança das equipes de manutenção. Em declarações à Agência Brasil, a empresa enfatizou que esses desligamentos são críticos para a reconstrução da rede danificada. A companhia está sob pressão, tanto das autoridades locais quanto da população, para resolver rapidamente o problema.
Como a cidade de Embu-Guaçu está reagindo à crise?
As reações têm sido intensas. Em comunicado publicado nas redes sociais, a prefeitura de Embu-Guaçu não poupou críticas à concessionária. A administração local afirma ter notificado a Enel, exigindo respostas rápidas e claras sobre as medidas que estão sendo tomadas. A prefeitura insiste que a energia elétrica é um serviço essencial e uma obrigação contratual que deve ser cumprida. Para muitos, a falta de energia significa mais do que o incômodo de viver no escuro; trata-se de uma questão de sobrevivência, especialmente para aqueles que dependem de aparelhos médicos.
"Embu-Guaçu vive neste momento uma situação inaceitável", denunciou uma publicação oficial da prefeitura, destacando que mais de 78% das residências estavam sem luz após os ventos do dia 10 de dezembro. Além de afetar famílias e comércios, a falta de energia interrompe serviços essenciais. "Não é razoável, não é justificável e não vamos aceitar a demora no restabelecimento de um serviço essencial”, reforça a nota.
Com a previsão de chuva e ventos intensos até a próxima terça-feira, conforme relatado em outras fontes, a população de Embu-Guaçu precisa de respostas e, acima de tudo, de ações efetivas para que a energia, essa ferramenta vital para o bem-estar e a segurança, possa ser reestabelecida o quanto antes.
Com informações da Agência Brasil