Você já imaginou ficar quatro dias sem energia elétrica? Pois é exatamente isso que mais de 66 mil clientes estão enfrentando na Grande São Paulo desde a última quinta-feira. Tudo começou com a passagem de um ciclone extratropical, que trouxe ventos violentos e muitos transtornos. A situação ainda está longe de ser resolvida, e a concessionária Enel está sob pressão para restabelecer o serviço o quanto antes.
O que acontece agora é uma verdadeira corrida contra o tempo. A Enel já tinha prometido que a luz voltaria neste domingo, mas o problema persiste. Apenas 0,78% dos usuários afetados tiveram o serviço religado até o momento. A empresa garante que suas equipes seguem nas ruas, mas fica a dúvida: por que ainda há tanta gente às escuras?
Como a situação chegou a esse ponto?
Na última quarta-feira, a violência dos ventos de até 98 km/h fez um verdadeiro estrago na Grande São Paulo. Árvores a perder de vista despencaram sobre a rede elétrica, danificando cabos e postes, e deixando cerca de 2,2 milhões de clientes sem energia. Foi um momento de caos, com um impacto severo na infraestrutura da cidade.
Qual o papel da Justiça na busca por soluções?
Devido à gravidade dos acontecimentos, a Justiça de São Paulo interveio e impôs um prazo de 12 horas para que a Enel resolvesse parte do problema, sob o risco de pagar uma multa de R$ 200 mil por hora. A pressão legal é apenas mais um elemento na equação complexa que a concessionária precisa resolver.
O que acontecerá com a Enel caso o problema persista?
Neste domingo, o Ministério de Minas e Energia reforçou que a Enel corre o risco de perder a concessão em São Paulo se não voltar a cumprir com os índices de qualidade previstos contratualmente. Essa possibilidade acende um sinal de alerta, não só para a empresa, mas também para os consumidores que dependem de seus serviços.
Com informações da Agência Brasil