Imagine o caos de um apagão em São Paulo que deixa bares, restaurantes e hotéis sem energia, resultando em um prejuízo estimado em R$ 100 milhões. Esse é o cenário preocupante que a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) descreveu recentemente, destacando as perdas significativas que incluem desde equipamentos até a fidelização dos clientes.
O blecaute atingiu cerca de cinco mil estabelecimentos na capital, municípios da Região Metropolitana e parte do interior, ocasionado por tempestades e ventos intensos. A Fhoresp, que representa cerca de 500 mil estabelecimentos no estado, enfatiza o impacto nas operações e o momento delicado que o setor enfrenta.
Qual foi o impacto do apagão para os estabelecimentos?
No auge da crise, mais de 2,2 milhões de clientes ficaram sem energia. Ventos furiosos, atingindo até 98 km/h, derrubaram mais de 300 árvores, muitas sobre as redes elétricas. Em decorrência desses eventos, muitos empreendimentos encerraram suas atividades temporariamente, enfrentando perdas financeiras substanciais.
O que a justiça determinou sobre o apagão?
Com a situação dramática, a Justiça interveio no sábado (13), determinando que a Enel restaurasse a eletricidade em até 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora de descumprimento.
Quais são as consequências para a concessionária Enel?
Há descontentamento com a Enel, conhecido fornecedor de energia na região, por sua incapacidade reincidente de prover um serviço estável. Este é o sétimo apagão em menos de dois anos. No domingo (14), o Ministério de Minas e Energia anunciou que a Enel corre o risco de perder sua concessão caso não cumpra as metas de qualidade e obrigações previstas.
Como os empresários podem minimizar prejuízos financeiros?
Para mitigar o impacto, a Fhoresp sugere que os empresários afetados documentem todas as perdas. Essa medida é essencial para abrir processos de ressarcimento, cobrando por períodos sem operação, perda de mercadorias e danos aos equipamentos devido a falhas na energia.
A decisão de reivindicar perdas é crucial, dado que dezembro é um dos períodos mais movimentados para o setor, e os negócios se preparam para atender a alta demanda. No entanto, muitos estabelecimentos foram obrigados a manter portas fechadas nos dias críticos.
O diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, afirma que poucos empresários têm condições de adquirir geradores ou rearranjar produtos adequadamente para evitar perdas, expondo ainda mais a vulnerabilidade do setor.
O apagão em São Paulo ressalta a importância da responsabilidade e resiliência na gestão tanto de grandes concessionárias quanto de pequenos e médios empresários do setor de turismo e hospitalidade.
Com informações da Agência Brasil