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BRASIL

Volta a subir em São Paulo o número de clientes sem energia

No início desta segunda-feira, 15, a cidade de São Paulo foi novamente palco de uma situação alarmante: aumentou o número de consumidores sem energia. Em poucas horas, saltou de 27 mil para 55 mil o número de lares e empresas que enfrentaram a falta de el

15/12/2025

15/12/2025

No início desta segunda-feira, 15, a cidade de São Paulo foi novamente palco de uma situação alarmante: aumentou o número de consumidores sem energia. Em poucas horas, saltou de 27 mil para 55 mil o número de lares e empresas que enfrentaram a falta de eletricidade. Isso pode ser uma surpresa ou já esperado pelos paulistanos que têm vivenciado chuvas e ventania intensas. Quer entender o que está por trás desse cenário preocupante? Acompanhe os detalhes a seguir.

São Paulo, que é a região com a maior concentração de clientes, foi a mais prejudicada, com quase 39 mil pessoas enfrentando o apagão. Não é apenas a capital que sofre: cidades da Grande São Paulo, como Itapevi, também têm seus problemas. Nesta cidade, dos 98 mil consumidores, 893 estavam sem fornecimento elétrico, representando quase 1% do total. Ao todo, 0,64% dos clientes na região metropolitana enfrentaram o blecaute.

O que causou o aumento de consumidores sem energia em São Paulo?

Segundo comunicado da Enel, a concessionária responsável pelo fornecimento de energia, o pico de consumidores sem eletricidade pode ser atribuído a variações naturais ao longo do dia. "Enquanto equipes restabelecem o fornecimento em alguns pontos, novas ocorrências podem ser registradas em outros trechos da rede, seja por fatores climáticos, objetos arremessados sobre a rede ou manobras técnicas necessárias para a execução dos reparos”, afirmou a empresa. Imagens de ruas sem energia e trabalhadores em ação são um cenário comum, pois as equipes de reparo continuam nas ruas tentando normalizar o serviço.

Qual foi o impacto do ciclone em São Paulo?

Outro fator crítico foi o ciclone extratropical que atingiu São Paulo e sua região metropolitana na quarta e quinta-feira passadas (10 e 11). Com ventos que chegaram a 98 km/h, mais de 330 árvores caíram, interrompendo o fornecimento de energia elétrica de forma significativa. No auge da crise, mais de 2,2 milhões de clientes ficaram sem luz. A situação foi tão crítica que a Justiça teve de intervir no sábado (13), ordenando que a Enel restabelecesse o serviço em 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora descumprida. Ouça o chamado das feras da natureza e as batalhas humanas contra elas.

Quais as possíveis consequências para a Enel?

O Ministério de Minas e Energia entrou em cena e expressou seu descontentamento com o problema de energia em São Paulo. Em comunicado, a pasta declarou que a Enel pode perder a concessão caso não cumpra os índices de qualidade e as obrigações contratuais previstas. "O governo do Brasil não tolerará falhas reiteradas, interrupções prolongadas ou qualquer desrespeito à população, especialmente em um serviço essencial como o fornecimento de energia elétrica", afirmou o ministério. Fique atento aos desdobramentos que esse cenário pode trazer não só para a instituição, mas para todos os consumidores.

Resta saber como a Enel e as autoridades enfrentarão os desafios do fornecimento energético em meio a condições climáticas extremas e exigências contratuais rigorosas. Enquanto isso, a população segue à espera de soluções e melhorias.



Com informações da Agência Brasil

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