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BRASIL

Funcionários da Petrobras entram em greve por tempo indeterminado

Numa reviravolta digna de atenção, os trabalhadores do Sistema Petrobras deram início a uma greve nacional desde a zero hora desta segunda-feira (15), paralisando suas atividades por tempo indeterminado. O cenário começou a se desenhar ainda na madrugada,

15/12/2025

15/12/2025

Numa reviravolta digna de atenção, os trabalhadores do Sistema Petrobras deram início a uma greve nacional desde a zero hora desta segunda-feira (15), paralisando suas atividades por tempo indeterminado. O cenário começou a se desenhar ainda na madrugada, com a transição das operações em importantes plataformas do Espírito Santo e do Norte Fluminense para equipes de contingência. No Amazonas, o Terminal Aquaviário de Coari também viu uma adesão completa ao movimento.

Mas, por que essa greve? Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a decisão surgiu após a rejeição de uma proposta considerada insatisfatória para o Acordo Coletivo de Trabalho. Para além disso, o movimento ganha força e se faz sentir em diferentes partes do Brasil. Refinarias nas cidades de Betim, Duque de Caxias, Paulínia, Mauá, São José dos Campos e Araucária viram seus trabalhadores aderirem à paralisação, deixando de realizar o habitual revezamento nos turnos às 7h da manhã.

Qual é a razão por trás das demandas dos petroleiros?

A nova proposta apresentada pela Petrobras, na última terça-feira (9), não endereçou questões cruciais para os trabalhadores. Três pontos principais permanecem não resolvidos: a busca por uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, melhorias no plano de cargos e salários sem os cortes esperados pelos mecanismos de ajuste fiscal, e a defesa da Petrobras como empresa pública com um modelo de negócios que fortaleça a estatal.

A Federação Única dos Petroleiros destaca que, além da falta de respostas sobre os PEDs — um tema debatido por quase três anos —, a Petrobras também deixou de oferecer soluções consistentes para outras pendências de negociação.

O que diz a Petrobras sobre a greve?

Em contrapartida, a Petrobras afirmou que tem registrado manifestações em suas unidades, mas reforçou que não há impacto na produção de petróleo e derivados. Com medidas de contingência já em curso, a companhia garante que o abastecimento ao mercado está assegurado.

“A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas”, expressou a Petrobras em comunicado oficial.

Enquanto a negociação continua na mesa de diálogo, a expectativa cresce. A companhia se diz comprometida em concluir um acordo satisfatório para ambas as partes e apaziguar os ânimos em meio às reivindicações.



Com informações da Agência Brasil

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