Você já ouviu falar na Enel e nas mudanças que estão para acontecer em São Paulo? Recentemente, foi anunciado o início do processo de caducidade do contrato de concessão dos serviços de distribuição de energia em 24 municípios paulistas pela Enel. Como resposta, a empresa prometeu investir nada menos do que R$ 10 bilhões para acelerar a transição para redes subterrâneas na região, além de apostar forte na resiliência da sua rede, digitalização e medidas preventivas. Será que tudo isso é suficiente para evitar a perda da concessão? Confira os detalhes a seguir.
Mas qual o impacto real disso no seu dia a dia? O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, uniu forças com o prefeito Ricardo Nunes e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para levar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido de caducidade do contrato da Enel. Entenda nesta análise o que pode acontecer com a distribuição de energia elétrica na capital e outras 23 cidades vizinhas.
Por que a Enel mudou a estratégia com redes subterrâneas?
No passado, a Enel havia descartado enterrar os fios devido ao custo financeiro elevado. No entanto, a crescente pressão e os recentes incidentes – como a queda de árvores que deixou milhões de clientes sem energia por cinco dias – podem ter forçado a empresa a mudar de opinião. Agora, ela afirma que está disposta a realizar esses investimentos, desde que haja uma estratégia compartilhada com as autoridades públicas.
"A solução necessária exige investimentos maciços em redes resilientes e digitalizadas, além da implantação em larga escala de uma rede de distribuição subterrânea", afirmou a Enel em nota, sinalizando que o sucesso dessa empreitada depende da coordenação com as autoridades locais.
Como a Enel justifica seus aumentos de custos e investimentos?
Em um esforço para melhorar a qualidade dos serviços, a Enel vem ampliando o número de contratados, sejam eles diretos ou terceirizados. De acordo com a empresa, houve um aumento de 30% nos custos de pessoal, com um acréscimo de 15% no efetivo de colaboradores em 2025, comparando com o ano anterior. Além disso, a companhia investiu significativamente em manutenção e poda de árvores, com um aumento de 16,8% nos custos, e atingiu um investimento acumulado de R$ 1,9 bilhão no ano.
A receita operacional líquida da Enel também teve um crescimento de 8,9% em relação a 2024, gerando lucros de R$ 650 mil até setembro. "A distribuidora confirma o cumprimento integral dos indicadores regulatórios" ao citar avanços consistentes com base nas fiscalizações da agência reguladora.
O que a Aneel tem a dizer sobre o desempenho da Enel?
A Aneel não está alheia à situação. Após um apagão em outubro de 2024, a agência incluiu as falhas recentes no processo de monitoramento criado anteriormente. Foi emitido um termo de intimação, precursora de uma possível recomendação de caducidade do contrato ao Ministério de Minas e Energia. Esse movimento coloca um ponto de interrogação no futuro da Enel no mercado paulista.
Se você quer se manter informado sobre como estas mudanças podem afetar a sua conta de energia e o fornecimento na sua região, continue acompanhando essa história e as atualizações sobre este tema tão importante.
Com informações da Agência Brasil