Você sabia que movimentos sociais promoveram um importante ato público em prol do fim da violência contra mulheres, LGBTQIA+ e minorias sociais alvo de agressões no Brasil? Este evento, realizado no último domingo (21), foi um grito de socorro e um chamado urgente à ação para proteger essas comunidades vulneráveis.
A manifestação, organizada pela CasaNem, simbolizou uma resistência corajosa e vital. Inicialmente marcada para as 14h, foi atrasada pelo calor intenso, mas a dedicação dos participantes não se apagou. A entidade CasaNem, localizada no Rio de Janeiro, tem sido um refúgio e um local de esperança para muitos, especialmente para quem tem enfrentado a incerteza de um futuro seguro e digno.
Por que é tão urgente combater a violência?
O ato público deste domingo foi inspirado por duas tragédias recentes que revelam a brutalidade enfrentada pela população trans no Brasil. Uma adolescente de 13 anos, de Guarapari, Espírito Santo, foi cruelmente atacada e queimada, enquanto Fernando Vilaça, de Manaus, teve seu sonho de ser veterinário tragicamente interrompido pelo ódio infundado. Casos assim não só chocam, mas clamam por políticas públicas urgentes.
Como a educação pode transformar essa realidade?
Indianarae Siqueira, à frente da CasaNem, ressalta que a violência aparenta crescer pela maior visibilidade que finalmente recebeu. "O que antes não se via, hoje é denunciado." A criminalização da LGBTfobia, embora não seja a única resposta, é um começo necessário para educar futuras gerações sobre respeito e igualdade. De fato, somente uma educação transformadora pode romper o ciclo de opressão contra minorias.
Quem são as vozes por trás do movimento?
No evento, mulheres trans como Laisa e MC Raica levantaram suas vozes. Laisa defende o respeito e a igualdade, enquanto Raica usa a música como ferramenta de resistência e retribuição ao apoio recebido da CasaNem. "Aos poucos, as coisas estão acontecendo," diz Raica, vislumbrando um futuro onde podamos ser quem realmente somos sem medo.
Quais os números alarmantes da violência no país?
Infelizmente, as estatísticas são cruéis. Somente este ano, mais de 2,7 mil mulheres sofreram tentativas de feminicídio. O Brasil continua a liderar o doloroso ranking mundial de assassinatos de pessoas trans, um triste título mantido por 17 anos consecutivos. Com 291 mortes registradas em 2024, isso se traduz em uma morte a cada 30 horas, segundo o Grupo Gay da Bahia. O Dossiê ANTRA destaca que 82% dessas vítimas são pessoas negras e pardas.
Essa realidade exige urgência em medidas efetivas que protejam essas vidas e mudem o paradigma para uma sociedade mais justa e inclusiva. O desafio é imenso, mas não deixamos de lutar.
Com informações da Agência Brasil