Você já ouviu falar em Superlua? A maioria conhece esse termo, mas o fato é que a verdadeira expressão usada pelos astrônomos é "Lua Cheia de Perigeu". Este sábado promete um espetáculo celeste: a Lua Cheia mais próxima da Terra, fazendo com que pareça 6% maior e 13% mais brilhante do que o habitual. O fenômeno ocorre quando a lua se encontra no Perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita.
Embora o evento seja esperançoso de grandes mudanças visuais, Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), esclarece que a diferença não é tão perceptível a olho nu. O fato é que a Lua Cheia de 3 de janeiro ocorrerá precisamente às 07h03, horário de Brasília.
O que realmente acontece com a Superlua?
Por que chamamos de Superlua se não vemos ela tão grande assim? A resposta simples é que a lua realmente não muda de tamanho. Ela apenas está mais próxima da Terra, e essa proximidade é o que a torna ligeiramente maior e mais brilhante no céu.
"Todo mês, ela passa pelo Perigeu, que é o ponto mais próximo de um corpo celeste em sua órbita ao redor da Terra e também todo mês ela passa pelo ponto mais longe, que é o Apogeu. Aí, quando coincide ser Lua Cheia, quando ela está perto do Perigeu, isso é chamado de Lua Cheia de Perigeu ou Superlua, porque ela fica um pouquinho maior", explicou Langhi, destacando a dificuldade de perceber essa diferença a olho nu.
Quão grande é essa diferença?
Imagine você segurando uma bola. Ao afastá-la dos olhos, ela parece menor. Isso é semelhante ao que ocorre com a Lua. Quando está mais perto, ela parece maior. Mas, segundo Langhi, para quem não observa a lua regularmente, a diferença pode ser imperceptível.
A Superlua de janeiro é realmente especial?
João Batista Canalle, físico e doutor em Astronomia, vê o evento como algo corriqueiro. Ele afirma que, em termos físicos, não há nada de especial em ter duas Luas Cheias no mesmo mês.
"É a mesma Lua Cheia de sempre. Apenas vamos ter duas luas cheias no mesmo mês. Ou seja, é uma coisa absolutamente irrelevante fisicamente. É só uma coincidência", disse ele.
Canalle continua a desmistificar o fenômeno da Superlua, comparando sua proximidade com a Terra à proximidade da Terra com o Sol.
"Você vai ver ele maior por causa disso? Não vai. Nosso verão ocorre com a Terra mais próxima do Sol por alguns milhões de quilômetros, mas você não vê o sol maior por causa disso", argumentou.
Conclusão: o que esperar?
Embora o nome possa sugerir um espetáculo grandioso, a verdade é que as mudanças são sutis. Seja no Perigeu ou no Apogeu, a Lua exibe sua beleza serena no céu, sempre fiel ao seu ciclo, independentemente da distância exata em que esteja da Terra.
A Lua encanta pela sua constância e mistério, convida-nos a olhar para além, lembrar dos pequenos detalhes e maravilhar-se com a ordem do cosmos.
Com informações da Agência Brasil