Problemas com energia elétrica afetam moradores do Leme e Copacabana
Imagine ficar mais de 48 horas sem energia em pleno coração do Rio de Janeiro. Foi essa a realidade dos moradores dos bairros do Leme e de Copacabana, que, devido à interrupção de eletricidade, viveram momentos de caos no último fim de semana. O Procon Carioca notificou na segunda-feira (5) a concessionária Light, responsável pelo fornecimento, exigindo esclarecimentos em 24 horas, sob pena de multa. A empresa deverá dar explicações sobre o que ocorreu, apresentar um plano de restabelecimento do serviço e propor medidas de compensação aos consumidores afetados.
O que fazer quando a energia falha e afeta seu cotidiano?
Para muitos moradores, a situação era insustentável. A energia voltou em algumas partes na segunda-feira, mas não foi o suficiente para todos. No domingo, a buzina e bater de panelas ecoaram dos prédios exigindo uma resposta. Com isso, o Procon Carioca solicitou que a Light compensasse moradores por perdas, como alimentos estragados e eletrodomésticos danificados, além de realizar desconto proporcional na conta de energia.
Por que a interrupção de energia pode ser tão impactante?
A energia elétrica é básica e essencial no nosso dia a dia. Sua ausência provoca a perda de alimentos, queima de aparelhos, dificuldades de comunicação e sensação de insegurança. Além disso, para os comerciantes, como a cidade turística de Copacabana, traz um baque financeiro, pois estabelecimentos comerciais dependem vitalmente desse serviço.
Quem são os responsáveis por garantir o funcionamento dos serviços essenciais?
O secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires, foi claro: “A Light precisa assumir sua responsabilidade.” Ele destacou a importância da empresa remediar rapidamente os transtornos causados. A ausência de informes claros durante o blecaute foi um ponto crítico, especialmente quando a Polícia Militar informou que não foi acionada para potenciais furtos de cabos, levantando suspeitas sobre a segurança das instalações elétricas.
Como a justiça pode ajudar?
Na manhã de segunda-feira, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) moveu uma Ação Civil Pública buscando o restabelecimento imediato da energia. A DPRJ interveio após serem procurados por moradores, naquele domingo, tentando encontrar uma solução com a Light que apenas prometia um retorno até as 21h. Quando não cumprido, restou entrar na justiça. Comerciantes como Shelley de Botton, que possui uma padaria, viram-se incapacitados de operar devido à falta de eletricidade, agravando ainda mais a crise.
Qual é o cenário para o futuro?
Em meio a relatos de insegurança, como os da síndica Clarice Peixoto sobre dias com portões de edifícios sem energia e elevadores parados, a demanda por uma solução rápida é urgente. A Defensoria Pública reforçou que serviços essenciais devem ser garantidos e que ações serão tomadas para evitar futuros transtornos.
A Agência Brasil questionou a Light sobre quando abastecimento seria normalizado, mas ainda aguarda uma resposta.
Com informações da Agência Brasil