Em um importante movimento global, o Brasil e o Reino Unido firmaram um protocolo de cooperação para combater o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes, crimes transnacionais que giram impressionantes US$ 150 bilhões por ano. Esse acordo destaca a colaboração internacional como uma peça-chave para enfrentar um dos problemas mais complexos da sociedade moderna.
Assinado durante a Cúpula de Niagara no Canadá, o memorando sela uma parceria focada na prevenção, assistência às vítimas, investigação e ação penal. Publicado recentemente, ele coloca em evidência a questão da vulnerabilidade de grupos como mulheres, crianças e adolescentes.
Como o protocolo entre Brasil e Reino Unido atuará contra o tráfico?
O acordo prevê diversas ações: campanhas de sensibilização para conscientizar o público sobre o tráfico de pessoas; treinamento de agentes públicos para melhor identificação das atividades criminosas; troca de informações vitais para desmantelar redes e rotas criminosas, além de garantir proteção de dados e identidades de vítimas e testemunhas.
Outro ponto-chave é o apoio à repatriação voluntária das vítimas, um aspecto que oferece uma solução humana para o problema. Desta forma, o Brasil e o Reino Unido esperam criar uma resposta robusta e coordenada aos desafios impostos por estas atividades ilegais.
Quais são os próximos passos para esta parceria?
Os Ministérios da Justiça e Segurança Pública do Brasil e do Interior do Reino Unido têm a responsabilidade de formular um plano de ação conjunto, a ser implementado ao longo dos próximos cinco anos. Essa estratégia fará parte do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Brasil, que almeja fortalecer as relações internacionais contra o tráfico humano.
Onde mais o Brasil tem cooperação para enfrentar o tráfico de pessoas?
Vale destacar que o Brasil não está sozinho nessa luta. Já existem acordos semelhantes com Colômbia e Bolívia, sinalizando um compromisso constante no combate a este tipo de crime transnacional. Ampliar essas parcerias é parte crucial para um futuro mais seguro e justo.
Com informações da Agência Brasil