Em uma conquista memorável para a conservação ambiental, o Estado do Amazonas registrou, no ano passado, o menor número de focos de calor já documentados em toda a série histórica do sistema atual de monitoramento. Essa redução sem precedentes sinaliza um avanço significativo nas políticas de preservação adotadas na região.
Pela primeira vez em 23 anos, o total anual de focos de calor no Amazonas ficou abaixo de cinco mil, somando cerca de 4.500 registros entre janeiro e dezembro de 2025, representando uma redução de 80% comparado ao ano anterior. Esses dados vêm do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e foram divulgados recentemente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
Como o Amazonas reduziu os focos de calor?
A Amazônia Legal, que abrange nove estados brasileiros, vê o Amazonas como um de seus principais componentes em extensão territorial. Surpreendentemente, em 2025, o estado foi responsável por meros 6% do total de focos de calor registrados em toda a Amazônia Legal.
Conforme explica a secretária de Estado do Meio Ambiente, o apoio de recursos do Fundo Amazônia e de parcerias internacionais foi um pilar essencial para essa conquista. Este apoio permitiu uma ação mais efetiva e disseminada, crucial para a redução dos incêndios.
Quais foram as ações diretas no combate aos incêndios?
A presença do Corpo de Bombeiros foi ampliada para mais de 90% dos municípios críticos do estado. Além disso, essas cidades foram equipadas com viaturas de grande capacidade, com até 10 mil litros de água, além de equipamentos e pessoal especificamente treinado para lidar com incêndios florestais.
Qual o papel do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas?
No ano passado, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas atuou de forma rigorosa, aplicando mais de R$ 30 milhões em multas, bem como embargando quase 240 mil hectares em doze cidades distintas. As principais infrações detectadas incluíram a retirada de vegetação sem licença, uso irregular do fogo, e exploração e transporte de madeira sem documentação adequada.
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Essa abordagem multifacetada é um exemplo claro de que ações coordenadas e investimentos estratégicos podem realmente fazer a diferença nas questões ambientais mais urgentes.
Com informações da Agência Brasil