As fortes chuvas que vêm castigando a capital paulista desde a tarde desta quarta-feira (7) deixaram diversos pontos da cidade alagados. A Defesa Civil não hesitou e emitiu um alerta severo para a região metropolitana de São Paulo às 16h50, a fim de alertar a população sobre os riscos iminentes.
Os temporais também causaram problemas com o fornecimento de energia elétrica. Conforme comunicado emitido pela Enel, responsável pelo fornecimento de energia na Grande São Paulo, cerca de 43 mil clientes estão enfrentando apagões. Entre eles, 37 mil residem na própria São Paulo.
O que levou a essas circunstâncias extremas?
A quantidade de chuva em um curto espaço de tempo surpreende: em aproximadamente três horas, o volume de precipitação alcançou 102 milímetros na região de Santana, na zona norte. Na zona leste, em Aricanduva, foram 77 milímetros. Esses números são alarmantes considerando o intervalo de tempo relativamente curto. Além das chuvas, ventos fortes foram verificados em locais como o Campo de Marte, onde as rajadas atingiram 80 km/h.
Como a cidade está respondendo a essa emergência?
Todo o território da capital encontra-se em estado de atenção para chuvas. No entanto, especificamente em Aricanduva e Itaquera, na zona leste, a situação é ainda mais crítica, sendo declarado o estado de alerta. Este é o nível mais urgente na escala do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), anunciado após o transbordamento do Rio Aricanduva.
Quais são as consequências na infraestrutura urbana?
Até cerca das 18h, aproximadamente 11 pontos de alagamento foram relatados, concentrados nas zonas leste e central. Os Bombeiros foram acionados para seis incidentes envolvendo quedas de árvores e mais seis ocorrências de enchentes. Apesar do esforço contínuo, o congestionamento chegou a um pico de 257 km, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) .
As condições atuais destacam a vulnerabilidade das cidades diante de eventos climáticos extremos, ressaltando a necessidade de um planejamento urbano resiliente para mitigar esse tipo de situação no futuro.
Com informações da Agência Brasil