34° 25° | Rio de Janeiro - RJ

Dólar |

Euro |

Peso | 3.20


lupa
lupa
lupa
BRASIL

Foguete que levava satélites brasileiros some após lançamento

No coração da madrugada desta segunda-feira, um evento de proporções galácticas teve seu desfecho inesperado. O foguete indiano PSLV-C62, carregando o satélite de observação da Terra EOS-N1 e cinco satélites brasileiros, teve seu destino alterado por uma

12/01/2026

12/01/2026

No coração da madrugada desta segunda-feira, um evento de proporções galácticas teve seu desfecho inesperado. O foguete indiano PSLV-C62, carregando o satélite de observação da Terra EOS-N1 e cinco satélites brasileiros, teve seu destino alterado por uma falha técnica, resultando na perda do veículo. A Agência Espacial Indiana (Isro) ainda está em busca de informações sobre o paradeiro do foguete. Este momento crítico ocorreu quando o relógio marcava 1h48 em Brasília, na remota ilha de Sriharikota, de onde o foguete havia sido lançado.

Esse lançamento, que deveria cumprir sua missão com precisão, enfrentou problemas apenas seis minutos após sua decolagem. Uma falha identificada no terceiro estágio do foguete fez com que sua trajetória se desviasse de maneira irreparável. A missão, que era a de número 64 do PSLV-C62, deixou incertezas, mas também importantes revelações sobre o risco que envolve a exploração espacial.

O que causou a falha no foguete PSLV-C62?

A Isro informou em suas redes sociais que uma anomalia foi detectada no estágio final PS3. Uma análise detalhada está em andamento, mas até agora, pouco foi revelado sobre o que exatamente levou à anomalia e ao desvio do trajeto planejado. Essa investigação é crucial para evitar falhas similares em missões futuras e aprender com os erros para aprimorar futuras missões espaciais.

Quais eram os satélites brasileiros a bordo?

O voo transportava não apenas o satélite indiano, mas também um precioso conjunto de equipamentos brasileiros. Destaque para o nanossatélite Aldebaran-I, fruto da engenhosidade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). O Aldebaran-I, cujo nome inspira-se na estrela mais brilhante da constelação de Touro, foi criado como um protótipo para inovar na tecnologia espacial, focando na localização de queimadas e em missões de busca e resgate no mar.

Além do Aldebaran-I, estavam a bordo o Orbital Temple, EduSat-1, Galaxy Explorer e UaiSat. Essas iniciativas fazem parte do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2022–2031, que busca avançar no campo dos nanossatélites acadêmicos, oferecendo soluções de baixo custo e contribuição social significativa.

Como o Aldebaran-I contribuiria para a sociedade?

Em um espectro mais amplo do que meramente técnico, o Aldebaran-I tinha propósitos nobres ligados à segurança ambiental e humana. Ele visava auxiliar no mapeamento de queimadas, um problema crítico em terras brasileiras, e servir como um olho no céu para missões nas traiçoeiras águas costeiras, ajudando a localizar embarcações pesqueiras em perigo. Esse satélite representava não apenas um avanço tecnológico, mas também um promissor protótipo de apoio humanitário e ambiental.

Apesar do revés desta segunda-feira, o esforço conjunto e a ciência por trás desses projetos ilustram o desejo incessante do Brasil em explorar e proteger nosso planeta por meio da inovação e da cooperação internacional. Fica o aprendizado e a esperança de que, mesmo diante de falhas, a área espacial continue a evoluir e a trazer benefícios tangíveis para toda a humanidade.



Com informações da Agência Brasil

Tags