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BRASIL

Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram no 11º dia

Na zona rural de Bacabal, no coração do Maranhão, a agonia persiste há mais de uma semana. Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram misteriosamente ao saírem para brincar em um tradicional quilombo. A busca começou no dia 4 de jane

14/01/2026

14/01/2026

Na zona rural de Bacabal, no coração do Maranhão, a agonia persiste há mais de uma semana. Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram misteriosamente ao saírem para brincar em um tradicional quilombo. A busca começou no dia 4 de janeiro e, até agora, intriga a pequena comunidade de São Sebastião dos Pretos e mobiliza diversas forças para encontrar pistas sobre o paradeiro das crianças.

Dezenas de profissionais e voluntários têm percorrido uma área de difícil acesso, marcada por mata fechada e terrenos irregulares que se estendem por 54 km². É um verdadeiro labirinto natural com açudes, o Rio Mearim e lagos difíceis de serem monitorados. Mas o desafio não intimida. Já no 11º dia de buscas, mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Maranhão começaram a vasculhar o Lago Limpo, um dos últimos locais onde as crianças teriam sido vistas.

Qual é a mobilização para encontrar as crianças?

Um esforço coletivo impressionante reúne aproximadamente 500 pessoas entre membros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, e até mesmo o Exército. Além disso, moradores da comunidade quilombola e outros voluntários fazem parte desse exército de solidários que enfrenta a mata à procura de Ágatha e Allan.

Para coordenar essa complexa operação, um aplicativo de geolocalização está sendo utilizado, garantindo que cada canto da vasta área seja cuidadosamente mapeado e revisitado conforme necessário.

Quais são os sentimentos e apoios das organizações?

O caso sensibilizou a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), que expressou solidariedade e esperança. "Reafirmamos nosso compromisso com as famílias e com a comunidade quilombola", declarou a entidade, que destaca a necessidade de todas as medidas possíveis para que o caso seja desvendado.

O que se sabe sobre Anderson Kauan?

Anderson Kauan, de 8 anos, reforça a esperança de reencontro. Ele desapareceu juntamente com Ágatha e Allan, mas foi encontrado três dias depois em um estado físico frágil, mas sem sinais de abuso. Segundo relatos, ele deixou os amigos para buscar ajuda, no entanto, a situação em que foi descoberto levanta preocupações inadiáveis que a polícia está tentando esclarecer.

Quais são os próximos passos da investigação?

O caso já está sob a responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão, com o apoio do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA). As investigações, que incluem entrevistas com os envolvidos e análises periciais, seguem a todo vapor. O compromisso é garantir segurança e esclarecimento, na esperança de trazer as crianças de volta ao convívio familiar.

O desenrolar desse triste episódio continua sob atenção dos meios de comunicação e o coração dos brasileiros, que torcem por um desfecho positivo para Ágatha Isabelly e Allan Michael.



Com informações da Agência Brasil

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