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BRASIL

Brasil é denunciado à OEA por ações policiais do governo de SP

Em meio às tensões das operações Escudo e Verão, realizadas em 2023 e 2024 pelo governo do estado de São Paulo, o Brasil se viu sob o olhar atento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A razão? Denúncias de graves violações de direitos hu

20/01/2026

20/01/2026

Em meio às tensões das operações Escudo e Verão, realizadas em 2023 e 2024 pelo governo do estado de São Paulo, o Brasil se viu sob o olhar atento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A razão? Denúncias de graves violações de direitos humanos. A Defensoria Pública de São Paulo, em parceria com a Conectas Direitos Humanos, levou a sério as supostas irregularidades, apontando o dedo para o Estado brasileiro perante a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Mas o que aconteceu de fato nessas operações? Na Baixada Santista, litoral de São Paulo, estas ações deixaram marcas profundas: 84 mortes e mais de 2 mil prisões de suspeitos de atividades criminosas. Contudo, a maneira como essas operações foram conduzidas levantou sérias preocupações. Você deve se perguntar: as ações de segurança pública realmente respeitaram os direitos básicos das pessoas envolvidas?

O que as denúncias revelam sobre as operações policiais?

Segundo a Defensoria e a Conectas, algumas práticas das operações Escudo e Verão causaram inquietação:

  • Alta letalidade e uso abusivo da força
  • Falhas na investigação das ocorrências
  • Invasão de domicílios
  • Intimidações que afetaram diretamente moradores de regiões periféricas

Além disso, denunciaram que as versões das famílias dos atingidos eram ignoradas e apenas a versão policial prevaleceu. Para piorar, o Ministério Público estadual engavetou investigações de casos suspeitos de execução. Você pode imaginar o impacto disso tudo sobre as vidas daqueles que habitam essas comunidades?

Como o uso de tecnologia falhou durante as operações?

Se as câmeras corporais poderiam ter sido um aliado contra abusos, as entidades afirmam que elas foram negligenciadas ou mal utilizadas. E ainda há mais questionamentos: possíveis falhas periciais, omissão no registro da posição das armas apreendidas, remoção de objetos antes da perícia e corpos retirados das cenas dos crimes. Tais detalhes agravam a desconfiança sobre as operações.

Quais serão as próximas ações do Estado brasileiro?

Como parte da denúncia, os governos federal e estadual são convocados a dar esclarecimentos e demonstrar quais medidas estão tomadas para lidar com os policiais envolvidos. A advocacia por explicações claras e justiça é alta. Resta saber se o Estado atenderá às expectativas de transparência e responsabilidade.

Imagem representativa da situação

SSP: Como o estado responde às denúncias?

Por seu lado, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) defende as operações, destacando que elas resultaram na prisão de importantes líderes de facções criminosas, além da apreensão de 119 armas de fogo, incluindo fuzis, e mais de 3,6 toneladas de drogas. A SSP afirma que todas as ocorrências de mortes foram "rigorosamente investigadas".

Segundo a secretaria, as investigações tiveram o acompanhamento de corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Os órgãos de controle teriam acesso a todo o material probatório e imagens das câmeras. Resta ao público analisar essas informações e decidir qual é a verdade que se sobressai nesse imbróglio.

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Com informações da Agência Brasil

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