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BRASIL

Governo e ONU têm programação alusiva a 3 anos de emergência Yanomami

Três anos após a emergência humanitária Yanomami, o governo federal, em conjunto com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), prepara uma série de ações em Roraima. Nesta quinta-feira (22), está programada a inauguração de um espaço

22/01/2026

22/01/2026

Três anos após a emergência humanitária Yanomami, o governo federal, em conjunto com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), prepara uma série de ações em Roraima. Nesta quinta-feira (22), está programada a inauguração de um espaço do Acnur no Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana (CREDHYY), situado em Boa Vista.

Neste cenário desafiador, fortemente influenciado também pela crise humanitária na Venezuela, o foco é intensificar a cooperação entre o Estado brasileiro e organismos internacionais. O objetivo? Garantir o atendimento e proteção de povos indígenas, migrantes e refugiados em território nacional, conforme destaca o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

Como estão sendo celebrados os três anos da emergência humanitária Yanomami?

Para marcar os três anos desde a declaração de emergência, estão sendo planejadas reuniões de avaliação, alinhamentos internos e encontros com o sistema de justiça. Esse momento serve para reforçar o compromisso do MDHC com uma atuação integrada, fomentando a cooperação internacional e garantindo direitos humanos no contexto do acolhimento humanitário em Roraima.

Participam dessas atividades a Organização Internacional para Migrações e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com visitas programadas a abrigos indígenas e não indígenas em Boa Vista e Pacaraima. Entre os locais de visitação, incluem-se os pontos de atendimento da Operação Acolhida.

O que está por trás da emergência Yanomami?

A grave crise vivida pelos povos indígenas Yanomami e Ye’kwana teve seu reconhecimento oficial quando, em 20 de janeiro de 2023, foi decretada uma emergência em saúde pública. Desde então, relatos do MDHC apontam que o governo federal se mantém presente e atuante na Terra Indígena Yanomami.

A resposta coordenada envolveu uma estratégia interministerial que compreendeu operações de segurança para remover invasores, ações de comando e controle territorial, intensificação da fiscalização ambiental e suporte logístico às comunidades. Entre 2024 e 2026, impressionantes 9 mil operações foram realizadas.



Com informações da Agência Brasil

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