Na terça-feira, o cenário político do Rio de Janeiro foi agitado pela exoneração de Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do Rioprevidência, decisão publicada no Diário Oficial. Essa movimentação se deu pouco após Antunes anunciar sua renúncia em meio a uma turbulência causada por uma operação de busca e apreensão em sua casa, conduzida pela Polícia Federal. Mas o que motivou essa ação tão incisiva das autoridades?
A ação da Polícia Federal, chamada "Barco de Papel", ocorre sob a tutela da 6ª Vara Federal Criminal, que busca investigar suspeitas de operações financeiras irregulares que colocaram em risco o patrimônio do Rioprevidência. Dentre as apreensões realizadas na casa de Antunes, destacam-se um veículo de luxo blindado, R$ 7 mil em espécie, além de documentos e dispositivos eletrônicos que prometem lançar mais luz sobre o caso.
Qual foi o estopim para a operação da Polícia Federal?
Um dos pontos altos da investigação é a aplicação de R$ 970 milhões em títulos do Banco Master, realizada pelo Rioprevidência, o que pode ter ferido o sistema financeiro nacional. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, nove aportes financeiros foram feitos, levantando suspeitas de gestão fraudulenta e uma série de outros crimes financeiros.
Quais outros nomes estão envolvidos?
Além de Antunes, o cerco da operação também alcançou os ex-diretores de Investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal. As ações nas residências destes ex-diretores resultaram em apreensões significativas, que incluem dinheiro, veículos de luxo e equipamentos eletrônicos.
O que diz o Rioprevidência sobre as acusações?
Apesar do caos instaurado, o Rioprevidência insiste em afirmar que não há irregularidades nas transações com o Banco Master e mantém que os pagamentos de aposentados e pensionistas seguem seu curso normal. Essa defesa firme é um ponto crucial, especialmente diante da seriedade das acusações levantadas.
Com informações da Agência Brasil