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BRASIL

Brasil lidera ranking global de assassinatos de pessoas trans

Em 2025, oitenta transexuais e travestis foram assassinadas no Brasil. Embora o número represente uma redução de 34% em relação ao ano anterior, o país ainda lidera mundialmente em casos de violência contra pessoas trans. Essas são as principais conclusõe

26/01/2026

26/01/2026

Em 2025, oitenta transexuais e travestis foram assassinadas no Brasil. Embora o número represente uma redução de 34% em relação ao ano anterior, o país ainda lidera mundialmente em casos de violência contra pessoas trans. Essas são as principais conclusões da nona edição do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que será lançado nesta segunda-feira (26).

O relatório revela que, apesar da diminuição nos assassinatos, houve um aumento preocupante nas tentativas de homicídio. Esse dado sugere que a suposta queda de 34% dos casos não indica uma queda real na violência. As estatísticas foram obtidas através do monitoramento de notícias, denúncias recebidas pelas organizações trans e registros públicos.

Por que os números de assassinatos diminuíram?

Para a presidenta da Antra, Bruna Benevides, a redução no número absoluto de assassinatos pode ser atribuída a uma maior subnotificação, à menor cobertura pela mídia, ao medo generalizado e à falta de confiança das pessoas trans nas instituições de segurança e justiça. Esse panorama reflete um cenário onde a invisibilização contribui para a perpetuação dos crimes.

Quais são as regiões mais violentas?

Ceará e Minas Gerais destacaram-se como os estados mais violentos para pessoas trans, cada um registrando oito assassinatos em 2025. A Região Nordeste, com 38 mortes, lidera no número de casos, seguida pelo Sudeste (17), Centro-Oeste (12), Norte (7) e Sul (6).

Interessantemente, o estudo destaca que 67% dos crimes aconteceram em cidades do interior, contrastando com 32% nas capitais. As vítimas, em sua maioria, eram jovens travestis e mulheres trans, entre 18 e 35 anos, com proporção significativa de negras e em situação de vulnerabilidade.

Qual é a resposta proposta pelo dossiê?

O dossiê não se limita a diagnósticos, mas inclui recomendações vitais para o poder público, sistema de justiça, segurança e instituições de direitos humanos. O foco é fomentar o diálogo e propor medidas concretas para encerrar o ciclo de impunidade que aflige a comunidade trans no Brasil.

Bruna Benevides enfatiza a necessidade urgente de políticas públicas específicas e contínuas para pessoas trans, além de uma coleta oficial de dados e a capacitação de forças de segurança, judiciário e saúde. Enfrentar a agenda antitrans institucionalmente é fundamental.

A nona edição do dossiê “Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras” será lançada no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e entregue oficialmente a representantes do governo federal.

Com informações da Agência Brasil.



Com informações da Agência Brasil

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