Recentemente, a mineração em Minas Gerais se tornou novamente manchete quando o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, exigiu que a Agência Nacional de Mineração tomasse providências imediatas após um novo episódio de vazamento em minas da Vale no estado. Isso aconteceu após um incidente preocupante na mina de Viga, em Congonhas, que despertou a atenção de órgãos públicos e da população local, que ainda vive com a lembrança do rompimento em Brumadinho. Mas quais são as ações em pauta para evitar novas tragédias?
Em menos de 24 horas antes, outro vazamento, desta vez de lama, ocorreu na mina de Fábrica, na divisa entre Ouro Preto e Congonhas. Esse evento fez com que Silveira exigisse, além de uma solução definitiva, a possível interdição das operações para resguardar a segurança das comunidades e do meio ambiente. Ele determinou a investigação das causas e responsabilização dos envolvidos, além do envolvimento de autoridades federais, estaduais e municipais para uma fiscalização rigorosa e aplicação de medidas reparatórias, caso necessário.
Como a prefeitura de Congonhas está respondendo aos incidentes?
A Prefeitura de Congonhas se posicionou firmemente sobre os incidentes, destacando os impactos ambientais sofridos pelo município. Como medida imediata, foi decidido suspender temporariamente o alvará de funcionamento da Vale. O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Luís Lobo, reforçou a urgência na obtenção de respostas da empresa e a preocupação contínua da administração municipal em evitar situações como as tragédias passadas, ações estas que são urgentes e necessárias.
"A prefeitura, a Defesa Civil e todos os seus órgãos estão atentos para essa situação e também iremos cobrar das empresas uma resposta rápida, a suspensão possível dos alvarás dessas empresas até que todas as medidas sejam tomadas. E fica aqui mais uma vez nossa preocupação, né? Sete anos após o rompimento em Brumadinho, a empresa, a Vale, omitindo informações muito importantes que para nós agirmos de forma rápida tem que chegar rápido para nós, e isso não aconteceu por duas vezes no mesmo dia", diz.
Qual é a posição do Ministério Público sobre os incidentes?
O Ministério Público de Minas Gerais já iniciou seu trabalho de acompanhamento dos casos, solicitando informações das defesas civis estadual e municipais envolvidos. Este órgão atua para garantir que atitudes sejam tomadas em prol da segurança das comunidades e que as responsabilidades sejam determinadas.
Como a Vale está respondendo aos vazamentos?
A Vale informou que conseguiu conter os extravasamentos de água e que não houve feridos, afirmando que as comunidades não foram prejudicadas. A empresa assegurou que as barragens na região mantêm suas condições de segurança e estabilidade, não sendo afetadas pelos incidentes. Contudo, as investigações sobre as causas dos vazamentos estão em andamento para reforçar a segurança e corrigir possíveis falhas.
Com informações da Agência Brasil