Uma operação conjunta da Polícia Federal, da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social, da Força Nacional e das polícias militar e civil da Bahia, desvendou um complexo esquema de fraude envolvendo o INSS. Batizada de Operação Monã, a ação foi deflagrada nesta quarta-feira (28).
O foco desta operação audaciosa é desmantelar um esquema que concedia indevidamente benefícios do INSS a indivíduos que se passavam por indígenas na Bahia. O que motivou essa situação? E quem são os responsáveis por essa fraude?
Como funcionava o esquema fraudulento?
As investigações revelaram que indivíduos sem qualquer vínculo étnico estavam sacando benefícios como aposentadoria rural e salário maternidade de forma ilegal. A questão surpreendente é como os registros e declarações falsas foram validados – ela trazia à tona a cumplicidade em nível institucional.
Onde ocorreram as apreensões?
No desdobramento da operação, foram cumpridos três mandados de busca em Santa Cruz Cabrália, próximo a Porto Seguro, e Eunápolis, no interior baiano. Nestes locais, documentos e dispositivos eletrônicos foram confiscados, tornando-se cruciais para elucidar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
Qual o papel da Funai nesse contexto?
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) surge no centro das atenções por ter validado documentos que permitiram a execução dessas fraudes. A prática dos infiltrados incluía a assinatura de declarações falsas, o que levantou questões sobre a integridade e os controles nesse processo.
Quais as consequências legais para os envolvidos?
Os que foram envolvidos no esquema enfrentam acusações como estelionato qualificado e associação criminosa, entre outros delitos que poderão ser revelados conforme as investigações avancem. O suposto esquema de "Green Card Pataxó" agora é símbolo de um braço criminoso que estendeu sua influência em assuntos previdenciários.
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Com informações da Agência Brasil