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BRASIL

Três em cada dez desaparecidos no Brasil são crianças ou adolescentes

Todos os anos, milhares de famílias brasileiras vivem um verdadeiro pesadelo. Em 2025, três em cada dez casos de desaparecimento no Brasil envolveram crianças e adolescentes. Imagine que, em média, 66 boletins de ocorrência sobre o sumiço de jovens são re

31/01/2026

31/01/2026

Todos os anos, milhares de famílias brasileiras vivem um verdadeiro pesadelo. Em 2025, três em cada dez casos de desaparecimento no Brasil envolveram crianças e adolescentes. Imagine que, em média, 66 boletins de ocorrência sobre o sumiço de jovens são registrados diariamente pelas delegacias de polícia no país. Esses dados alarmantes foram revelados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Como lidar com essa crescente preocupação?

Apesar de ser um problema de longa data, o aumento de 8% nos registros de desaparecimentos juvenis em relação ao ano anterior acende um alerta. Mesmo com políticas de busca em vigor desde 2019, os desafios permanecem. E mais: entre esses jovens desaparecidos, as meninas representam 62% dos casos, um dado que desafia a compreensão e a política pública de segurança.

Por que os desaparecimentos de crianças e adolescentes estão aumentando?

Os números apontam uma tendência preocupante. Se em 2019 as ocorrências eram de 27.730, notamos um crescimento gradual desde então, mesmo com pequenos declínios temporários. Essa questão está além das estatísticas; é preciso olhar para as causas. Como afirma Simone Rodrigues, da Universidade de Brasília, as circunstâncias dos desaparecimentos são complexas e diversas, variando de voluntário a forçado, incluindo ainda o estratégico, onde a pessoa desaparece para se proteger de um perigo iminente.

Qual é o perfil das vítimas?

Atenção se volta principalmente para o grupo infantojuvenil, onde houve um aumento expressivo de casos. Dados do Mapa dos Desaparecidos indicam que a maioria dos desaparecimentos ocorre no final de semana. Um caso recente ilustra essa realidade: I.S.B., um garoto de 10 anos de Curitiba, desapareceu após sair para brincar com amigos, provocando desespero em sua família.

Como os pais podem lidar com essa situação?

Leandro Barboza, pai do menino I.S.B., viveu dias de angústia ao procurar pelo filho. Ele alerta outros pais sobre os riscos e compartilha a dor de ver críticas daqueles que, de fora, julgam sem entender a realidade da família. "Não desejo isso para ninguém", desabafa Leandro, destacando a importância de um apoio especializado para famílias que enfrentam tal situação.

"É uma agonia que só quem passa dá conta de dizer. Eu pensava o pior: que alguém tinha raptado meu filho; que tinham matado ele; que eu nunca mais ia vê-lo."

O que pode ser feito para ajudar essas famílias?

Além de buscar ajuda nas delegacias, como fez Leandro, é fundamental que haja apoio psicológico para orientar os pais e tranquilizar os filhos. Leandro ressalvou o atendimento que teve na delegacia, mas enfatizou a necessidade de suporte emocional. Atualmente, ele leva o filho ao trabalho, prevenindo novas preocupações, enquanto sua esposa enfrenta desafios em casa.

"A gente se desdobra para dar aos filhos aquilo que podemos. Cuidamos deles e procuramos os ensinar o melhor. Aí acontece algo assim e você vê nas redes sociais muita gente te criticando; chamando os pais de irresponsáveis."



Com informações da Agência Brasil

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