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BRASIL

Rio de Janeiro celebra Dia de Iemanjá com celebrações pela cidade

Todo 2 de fevereiro, o Brasil se veste de festa para homenagear **Iemanjá**, a "Rainha das águas, mares e oceanos", celebrada por religiões de matriz africana como Candomblé e Umbanda. No Rio de Janeiro, a cidade se transforma em um grande palco de devoçã

02/02/2026

02/02/2026

Todo 2 de fevereiro, o Brasil se veste de festa para homenagear **Iemanjá**, a "Rainha das águas, mares e oceanos", celebrada por religiões de matriz africana como Candomblé e Umbanda. No Rio de Janeiro, a cidade se transforma em um grande palco de devoção, com milhares de fiéis participando de cortejos e rituais em homenagem a essa divindade tão reverenciada.

Neste ano, a comemoração dos 50 anos do Presente para Iemanjá, promovido pela Associação Recreativa Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro, destacou a importância da ancestralidade negra fluminense. Desde cedo, às 7h, a região da Pequena África, na Zona Portuária, foi tomada por saudações aos orixás e um caloroso café da manhã aberto ao público.

Rio de Janeiro celebra Dia de Iemanjá com celebrações pela cidade
Rio de Janeiro (RJ), 02/02/2026 – O grupo Afoxé Filhos de Gandhi desfila no dia de Iemanjá pelas ruas da zona portuária do Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil

Como são as celebrações de Iemanjá no Rio?

Após as saudações matinais, um cortejo segue vibrante até a praça Mauá, onde uma embarcação célebre parte carregando fiéis vestidos de branco. Eles seguem para o mar, onde oferecem presentes à entidade. O dia é composto por uma programação cultural rica, repleta de sambas e diversas apresentações artísticas.

Qual a história por trás dessas tradições?

A celebração do dia de Iemanjá tem raízes profundas que remontam a 1950, graças ao pai de santo umbandista Tatá Tancredo. Ele foi pioneiro ao reunir religiosos para oferecer oferendas ao mar, no evento chamado Flores para Iemanjá. Essa tradição, além de captar um número crescente de adeptos, influenciou diretamente nas festas de Réveillon na praia de Copacabana.

A chefe da Fundação Palmares, Sylvia Leandro, destaca esse valor cultural e a resistência da comunidade: "É um enfrentamento que toda a comunidade negra tem feito. Aqui na Pequena África, a gente tem trabalhado também junto ao comitê do Cais do Valongo, para que a gente consiga permanecer aqui, permanecer nesses espaços e demonstrar que o negro ele construiu o Brasil também."

O que acontecia na Festa de Iemanjá do Arpoador?

Além do evento na Zona Portuária, a Festa de Iemanjá do Arpoador envolve uma quinta edição cheia de vida, com rodas de ritmos e danças candomblecistas promovidas pelo grupo Orin Dudu. Com início às 15h, o cortejo sagrado sai por volta das 16h, próximo à estátua de Tom Jobim.

Além das giras e oferendas, o público é convidado a aproveitar uma feira gastronômica e 21 atrações culturais, envolvendo cerca de 300 artistas de grupos de jongo e samba.

Rio de Janeiro celebra Dia de Iemanjá com celebrações pela cidade
Dia de Iemanjá no centro do Rio, por Tomaz Silva/Agência Brasil

Quais são as recomendações para as oferendas?

Para manter a harmonia com o ambiente, as oferendas devem ser biodegradáveis. O ideal é que flores e frutas sejam as únicas a tocar as águas. No término das festividades, fiéis e a equipe da Pedra do Arpoador Conservação se unem em um mutirão para limpar praias e pedras.

Após anos de esforços dos povos de terreiro, a **festa tornou-se Patrimônio Cultural Imaterial da cidade**, oficializada pela prefeitura do Rio em janeiro. No ano anterior, o evento reuniu cerca de 25 mil pessoas e a expectativa deste ano gira em torno de 30 mil devotos homenageando "a Mãe cujos filhos são peixes".

* Sob supervisão de Fábio Cardoso.



Com informações da Agência Brasil

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