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BRASIL

Oruam está foragido após 66 violações à tornozeleira eletrônica

Em um desdobramento surpreendente na cena musical carioca, o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam, enfrenta um mandato de prisão e agora é considerado foragido. Tudo começou quando a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determi

03/02/2026

03/02/2026

Em um desdobramento surpreendente na cena musical carioca, o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam, enfrenta um mandato de prisão e agora é considerado foragido. Tudo começou quando a 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro determinou sua prisão nesta terça-feira (3), mas, ao ser procurado, Oruam não foi encontrado em sua residência.

Para quem acompanha o universo do rap nacional, essa notícia ecoa como parte de uma novela triste. A Polícia Civil tentou cumprir a ordem judicial em sua última localização conhecida sem sucesso. Enquanto Oruam permanece ausente, as autoridades estão em busca para localizá-lo. Mas o que levou o rapper a esta situação e o que isso significa para seu futuro?

O que aconteceu com Oruam?

Oruam se encontra no centro de uma acusação grave: tentativa de homicídio qualificado. Esse processo envolve um incidente ocorrido em 22 de julho de 2025, quando, durante uma operação da Polícia Civil em sua casa, teria ele e outras sete pessoas arremessado pedras contra membros da polícia. A operação visava cumprir uma ordem judicial relacionada a um menor envolvido em atividades ilegais.

Esse não é o primeiro episódio judicial enfrentado por Oruam. Ele já estava em liberdade, sob condições rigorosas, inclusive o uso de tornozeleira eletrônica, após uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a sequência de violações das condições impostas levou à revogação dessa decisão, resultando na nova ordem de prisão.

Por que a tornozeleira é um tema central?

A tornozeleira eletrônica, no caso de Oruam, deixou de ser apenas um dispositivo de monitoramento e se transformou num ponto de atrito com a Justiça. Desde a instalação, o cantor negligenciou o equipamento, resultando em 22 incidentes de violação entre outubro e novembro de 2025, sendo que muitos envolviam períodos prolongados em que o dispositivo estava desligado.

Após a troca do dispositivo em dezembro de 2025 por danos técnicos, possivelmente causados por impacto, os problemas persistiram. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), apenas em 2026 ocorreram 66 violações, 21 delas consideradas graves por falta de carregamento da bateria. O descumprimento das condições impostas não deixaram alternativa a não ser um novo pedido de prisão preventiva.

Que papel teve o STJ nesse impasse?

O Superior Tribunal de Justiça inicialmente concedeu uma liminar, permitindo que Oruam aguardasse o processo em liberdade, monitorado pela tornozeleira. A ideia era que ele seguisse as regras enquanto a investigação prosseguia. Contudo, os constantes descumprimentos documentados pela Seap culminaram na revogação da liminar. Sem tal proteção, as medidas alternativas se mostraram ineficazes para garantir a segurança pública, segundo a juíza Tula Corrêa de Mello, levando à decisão de uma nova prisão preventiva.

Quem são os outros envolvidos?

Além de Oruam, esse caso envolve outros nomes reconhecidos, como Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais, e Victor Hugo Vieira dos Santos. Eles também são acusados da tentativa de homicídio dos dois oficiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Oruam, filho do notável traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, ou Marcinho VP, que atualmente está detido em uma penitenciária federal, parece inevitavelmente seguir um caminho conturbado, refletindo a complexa relação entre sua carreira e sua vida pessoal.

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Com informações da Agência Brasil

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