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BRASIL

Governo, Congresso e STF lançam Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio

Você sabia que pela primeira vez na história, os Três Poderes do Brasil estão unindo forças no combate ao feminicídio? Isso mesmo, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula e autoridades do Congresso e do STF, aconteceu o lançamento do Pac

04/02/2026

04/02/2026

Você sabia que pela primeira vez na história, os Três Poderes do Brasil estão unindo forças no combate ao feminicídio? Isso mesmo, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Lula e autoridades do Congresso e do STF, aconteceu o lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Esse grande passo é vital para combater a violência letal contra meninas e mulheres no país.

Nós estamos assistindo a uma preocupante escalada de violência contra as mulheres nos últimos meses, que vão desde agressões até casos extremos que terminam em mortes. Apenas para se ter uma noção, o Observatório da Mulher contra a Violência, do Senado, revelou que entre novembro de 2024 e 2025, mais de 3,7 milhões de mulheres vivenciaram ao menos um episódio de violência doméstica no Brasil. E os dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública reforçam a gravidade da situação: em 2024, 1.459 mulheres foram mortas simplesmente por serem mulheres, caracterizando o crime de feminicídio.

Como o pacto pode transformar o combate à violência contra a mulher?

O novo pacto representa um compromisso duradouro e conjunto para enfrentar esse cenário terrível. O foco principal é garantir que "o enfrentamento à violência contra as mulheres seja contínuo, articulado e embasado em dados concretos.” Para isso, está prevista a divulgação de relatórios semestrais, além de uma integração efetiva das ações nos planejamentos e orçamentos públicos, com uma atenção especial às mulheres negras, indígenas e em situações de vulnerabilidade.

Quais são as prioridades do Pacto Nacional?

As principais prioridades estabelecidas pelo pacto incluem:

  • Cumprir imediatamente as medidas protetivas;
  • Capacitar agentes públicos levando em conta as questões de gênero;
  • Combater a impunidade rigorosamente;
  • Abordar as violências no ambiente digital.

Na cerimônia, a ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann anunciou que o Comitê Interinstitucional, composto por quatro membros do governo, quatro do Congresso e quatro do Judiciário, será responsável pela gestão do pacto. Esse comitê tem a missão de assegurar que, de fato, a implementação das ações seja eficaz e traga resultados concretos na proteção das mulheres no Brasil.



Com informações da Agência Brasil

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