Imagine um carnaval de rua, cheio de vida, sons contagiantes e, principalmente, sem cordas. Esse é o espírito que o movimento musical Mudei de Nome busca resgatar desde 2013. Formado por Ricardo Chaves, Magary Lord, Jonga Cunha e Ramon Cruz, esse projeto nasceu de uma conversa casual sobre a evolução da música baiana e se transformou em uma verdadeira revolução no carnaval de Salvador.
Você deve estar se perguntando: como algo tão simples cresceu tanto? Ricardo Chaves explica que a ideia inicial era apenas se reunir para apresentações pequenas, mas logo o movimento se tornou um sucesso. Com o nome de Alavontê, tudo começou de forma despretensiosa, mas a resposta do público foi incrível. Eles queriam mais. E assim, o Mudei de Nome resolveu mergulhar fundo na memória afetiva da folia, com festividades como a Mortalha e o Furdunço, eventos que trouxeram de volta a proximidade dos foliões com a música.
Como o repertório mistura passado e presente?
O repertório do Mudei de Nome é um mosaico de clássicos da música baiana, composições autorais e sucessos das carreiras individuais dos integrantes. "Todos nós somos compositores e fizemos músicas que marcaram a história do carnaval", afirma Ricardo Chaves, que possui nada menos que 45 anos de carreira no carnaval.
Com um toque estilo "serenata carnavalesca", as apresentações do grupo aproximam o público, proporcionando uma experiência única e íntima. Não importa se você é um veterano ou um novato na festa, a diversão é garantida, tanto para quem assiste quanto para quem executa, em cima do Pranchão.
Quais novidades o carnaval de 2026 reserva?
Para 2026, o grupo Mudei de Nome está cheio de surpresas e novidades. A mudança mais significativa envolve o Furdunço, que se expandiu além do imaginado. Para manter a essência intimista original, o grupo sugeriu à prefeitura a mudança para o domingo, encerrando o Fuzuê. Esse encerramento especial está marcado para o dia 8 de fevereiro, prometendo uma tarde inesquecível com a "Pipoca do Mudei".
Quais tradições são mantidas no carnaval?
Enquanto novas ideias são incorporadas, algumas tradições são mantidas com carinho pelo Mudei de Nome. Você pode contar com o baile tradicional na terça-feira no Camarote do Arem, em Ondina, onde a festa e os convidados especiais ditam o clima da noite.
A Pipoca do Mudei faz o coração da cidade bater mais forte ao homenagear o samba e abrir oficialmente o carnaval na quinta-feira, no Campo Grande, um circuito que muitos abandonaram, mas que o grupo insiste em preservar como uma marca do autêntico carnaval de Salvador.
Se programe para um desfile pela cidade, saindo às 17h30 e percorrendo caminhos que tocam a origem do carnaval até o Largo dos Aflitos. E sim, o fechamento é na terça ao meio-dia e meia no circuito da Avenida, chamando todos para celebrar a cultura e a tradição.
Com informações da Agência Brasil