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BRASIL

Carnaval: pais não devem postar imagens de crianças, diz pesquisador

Quando pensamos no carnaval, geralmente a imagem que nos vem à mente é de alegria, confete e serpentina. Mas, enquanto muitos celebram, há uma questão urgente à espreita: a vulnerabilidade das crianças durante essa festa. Com a euforia do carnaval, também

12/02/2026

12/02/2026

Quando pensamos no carnaval, geralmente a imagem que nos vem à mente é de alegria, confete e serpentina. Mas, enquanto muitos celebram, há uma questão urgente à espreita: a vulnerabilidade das crianças durante essa festa. Com a euforia do carnaval, também surgem preocupações relacionadas ao aumento de violações contra os pequenos, pedindo por uma maior fiscalização por parte das famílias, da sociedade e do poder público.

Maurício Cunha, presidente da organização social ChildFund no Brasil, e especialista em políticas públicas para a infância e adolescência, nos alerta sobre os riscos ampliados desse período festivo. Segundo ele, é justamente nesta época que as crianças se tornam mais suscetíveis a ameaças, tanto no mundo real quanto no virtual.

Por que o carnaval representa maior risco para as crianças e adolescentes?

Durante o carnaval, a exposição das crianças a diversas formas de violência aumenta. Conforme dados do Disque 100, apenas no carnaval de 2024, foram mais de 26 mil casos suspeitos de violência contra crianças e adolescentes. Maurício Cunha destaca que além dos riscos presenciais, a internet se torna um palco perigoso, com a superexposição de imagens e informações pessoais dos jovens.

Quais são as principais violações enfrentadas pelos pequenos durante a festa?

As crianças são mais vulneráveis a abusos, desaparecimentos e exploração sexual durante eventos massivos, como as festividades carnavalescas. As aglomerações facilitam a ação de criminosos, além de haver um aumento significativo no trabalho infantil, quando menores são explorados em atividades informais.

Cunha também menciona a "adultização precoce" como um fenômeno alarmante neste período, violando direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Qual o perigo das redes sociais?

A exposição de imagens de crianças nas redes pode ser usada de forma maliciosa, caindo em mãos erradas. Cunha aconselha que as famílias evitem compartilhar fotos, desativem a localização nas redes sociais e ativem ferramentas de segurança, como controles parentais e restrições de mensagens.

Como as famílias podem proteger seus filhos?

A proteção começa com a vigilância e o diálogo em casa. As famílias devem promover um ambiente seguro nas redes e estar atentas ao tempo que as crianças passam online, posto que muitas delas relatam pouca supervisão parental.

Qual o papel da sociedade e do poder público na proteção dos menores?

A responsabilidade é de todos: sociedade, famílias e autoridades. O Disque 100 é um recurso indispensável para denunciar suspeitas, e o recente ECA Digital promete aumentar a segurança online dos jovens. A conscientização e a denúncia são ferramentas poderosas na luta contra a violência infantil.

Como ocorreram os avanços legislativos para proteger os jovens?

Nos últimos anos, o Brasil tem adotado medidas como o ECA Digital para mitigar a violência sexual online. Essa ferramenta, que também estará operacional em março, visa facilitar o monitoramento de abusos e aumentar a conscientização digital entre os jovens e suas famílias.

O enfrentamento dessa realidade complexa requer ação coordenada e efetiva em todas as esferas da sociedade, especialmente durante eventos que facilitam o aumento dessas violações, como o carnaval.



Com informações da Agência Brasil

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