Hoje, 17 de fevereiro, um evento importante para o meio ambiente tem início: o período de defeso do caranguejo-uçá. Esta medida, que segue até 22 de fevereiro, abrange diversos estados do norte e nordeste do Brasil, como Amapá, Pará, Maranhão, entre outros. Mas por que isso é tão crucial?
O defeso garante a sobrevivência dos caranguejos durante a época de reprodução, quando eles são mais vulneráveis. Nesses dias cruciais, evita-se sua captura e comércio, permitindo que completem seu ciclo reprodutivo e sustentem o equilíbrio dos manguezais e a renda de muitos pescadores.
Qual é a importância do defeso do caranguejo-uçá?
O superintendente do Ibama na Paraíba, Nino Amazonas, explica: "Este período é conhecido como andada, quando os caranguejos emergem para se reproduzir. Ao proibir a captura, asseguramos que a espécie possa se multiplicar adequadamente, garantindo a continuidade do ecossistema dos manguezais e protegendo o futuro econômico dos pescadores que dependem deste crustáceo".
Como funciona a comercialização durante o defeso?
Durante o defeso, a venda dos caranguejos-uçá é permitida somente com a Declaração de Estoque, devidamente registrada no Ibama. Sem ela, qualquer atividade comercial é ilegal.
Quais as penalidades para a pesca ilegal?
Qualquer ato de pesca, transporte ou comércio destes caranguejos, enquanto o defeso está em vigor, pode resultar em penalidades severas. Multas variam de R$ 700 a R$ 100 mil, além de um adicional de R$ 20 por quilo apreendido.
Quais são as próximas datas do defeso em 2023?
Após esta primeira etapa, os próximos períodos de defeso estão programados para 3 a 8 de março e mais tarde, de 18 a 23 de março. É vital para aqueles envolvidos com a cadeia de fornecimento dos caranguejos se adequarem a esses intervalos para garantir a conservação da espécie.
Nota: Supervisão de Fabiana Sampaio.
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Com informações da Agência Brasil