Imagine um palco repleto de energia, onde cada batida parece conversar com o público. Esse é o encanto de Jocimario Conceição, ou simplesmente Abará. Conhecido mundialmente, esse talentoso percussionista e baixista é um dos pilares na carreira de Carlinhos Brown. Abará, que carrega no nome a vibrante cultura baiana, conquistou seu espaço desde jovem ao transformar o som em magia.
Nascido no Candeal, um bairro pulsante de Salvador, ele rapidamente se destacou como o "Rei dos Surdos". Sua jornada começou aos 13 anos, quando o destino o uniu a Carlinhos Brown. Mas como ele passou de jovem músico à figura essencial no movimento timbaleiro da Bahia? E o que torna o seu som tão marcante?
Como Abará se tornou um ícone no axé moderno?
"Eu tocava ali, tocava acolá e a galera começou a me enxergar", lembra Abará. Foi uma vizinha quem o introduziu ao universo musical, convidando-o para um teste na turma do Olondu. Ali, ele começou sua trajetória. E foi durante uma dessas apresentações que ele conheceu a "Banda Timbalada". "Não consegui sair dali do Candeal", conta ele, descrevendo o êxtase do encontro. Quando um amigo o apresentou a Brown, o nervosismo tomou conta, mas a oportunidade estava lançada: "Então, vem no sábado às três da tarde pra ensaiar com a gente", disse Brown, iniciando a carreira profissional de Abará.
Qual a importância do carnaval para Abará?
Para Abará, o carnaval é mais que uma festa; é um verdadeiro "vestibular dos artistas". "A gente faz milhares de shows pelo Brasil, pelo mundo inteiro, mas o carnaval parece que é aquela prova do vestibular", ele reflete. Com 34 carnavais no currículo, Abará ainda sente a euforia quando o Ilê Aiyê começa, ensaiando dezenas de músicas até que tudo pareça perfeito para os dias de folia.
Quais foram os momentos mais inusitados ao lado de Carlinhos Brown?
As aventuras ao lado de Brown não só moldaram a carreira de Abará como também proporcionaram histórias para contar. Durante uma apresentação em Assur, Marrocos, eles esperavam a chegada do rei. "Tinha um trono, segurança, aquela coisa toda", relembra Abará. O suspense foi grande, mas acabou em risos quando perceberam que um banner do rei seria sua única presença. "Aí foi meio cômico, a gente começou a rir pra caramba".
Com uma história repleta de música e emoção, Abará continua a ser uma força vital na cena musical baiana, lembrando-nos de que a cultura se faz com paixão e ritmo.
Com informações da Agência Brasil