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BRASIL

Com quase 50 anos, Pacotão leva multidão à área central de Brasília

Imagine um bloco de carnaval que começou como uma resposta irreverente à censura durante a ditadura militar. O icônico Pacotão se tornou um marco em Brasília, especialmente por seu desfile audacioso pela W3 Norte, desafiando o fluxo convencional para cheg

17/02/2026

17/02/2026

Imagine um bloco de carnaval que começou como uma resposta irreverente à censura durante a ditadura militar. O icônico Pacotão se tornou um marco em Brasília, especialmente por seu desfile audacioso pela W3 Norte, desafiando o fluxo convencional para chegar ao Eixo Monumental. Quase cinco décadas depois, continua atraindo multidões com marchinhas e sátiras cheias de humor.

Neste carnaval, o tema que roubou a cena foi o escândalo do Banco Master. Em meio à irreverência e críticas sociais, o Pacotão fez jus à sua tradição de desafiar o status quo. Desde a sua fundação em 1978 por jornalistas criativos, o bloco tem cativado os foliões ano após ano.

O que faz do Pacotão um bloco tão especial?

Com quase meio século de carnaval, o Pacotão se destaca por sua sátira e crítica social, elementos que estão no DNA do bloco desde sua criação. Fundado em meio à repressão, adotou o humor como ferramenta para enfrentar a censura, mantendo viva a tradição de desafiar o poder com leveza e criatividade.

Por que o escândalo do Banco Master foi o tema deste ano?

Neste ano, o escândalo do Banco Master foi alvo das críticas bem-humoradas. Como destacou Wilsinho Red, um dos fundadores, a sátira foca nas nuances políticas e econômicas, e a corrupção do BRB foi tema central: "Muita sátira, muita crítica às políticas internacional e nacional, e denunciando essa corrupção do BRB, do Banco Master, da prisão de Bolsonaro. E o Pacotão é isso aí: o Pacotão é o papel higiênico da história!"

Como os foliões interpretaram a crítica social?

Muitos foliões ousaram nas fantasias para cobrir os temas abordados. Bruno Lisboa vestiu-se como um cartão do Banco de Brasília, fazendo uma crítica criativa à "promiscuidade entre o público e o privado", como ele descreveu: "É um protesto à promiscuidade entre o público e o privado, entre uma instituição pública e fundos privados. É uma crítica bem-humorada do orçamento público".

O que os foliões pensaram sobre a data do carnaval?

Até a data do carnaval deste ano virou motivo de piada e queixa. Carol Vilaça, por exemplo, apareceu como Rita Lisa para questionar a escolha da data: "Estou adorando! E, assim, vim de Rita Lisa mesmo para poder mostrar. Como é que se faz um Carnaval no meio do mês? Não pode fazer o Carnaval no meio do mês. Todo mundo só recebe no começo ou no fim do mês. Fica um absurdo!"

Enquanto dançavam e cantavam, os foliões aproveitavam o espírito crítico e festivo até o final da terça-feira (17). Blocos como "As Leis de Gaga", "da Saly", e "das Braba" trouxeram ainda mais animação, e o show da sambista Kris Maciel encerrou a festa no coração de Brasília.



Com informações da Agência Brasil

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