A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu que 2026 será um ano voltado para um tema que toca profundamente na essência da dignidade humana: a moradia. "Fraternidade e Moradia – Ele veio morar entre nós" é o lema escolhido para a Campanha da Fraternidade deste ano, um marco que busca despertar reflexões e ações sobre a necessidade de um lar digno para todos os brasileiros, partindo da sede da CNBB em Brasília.
Mas por que essa escolha é tão crucial agora? No Brasil, mais de seis milhões de famílias não têm uma moradia adequada e cerca de 330 mil pessoas vivem em situação de rua. A CNBB vê esta realidade como uma ilustração clara da falta de acesso a direitos fundamentais. A ideia é usar a luz do Evangelho para inspirar mudanças concretas, começando dentro de cada comunidade afetada.
Por que a Igreja escolheu falar sobre moradia em 2026?
A escolha do tema não é por acaso. Ela reforça o compromisso histórico da Igreja com a defesa dos direitos sociais e da justiça. O evento de abertura, que acontecerá na sede da CNBB, contará com a participação de representantes de pastorais sociais, movimentos populares, e outros parceiros. Este é o pontapé inicial para um ano de mobilizações pelo país.
Qual é o impacto da moradia na qualidade de vida?
Para a CNBB, a moradia é vista como a porta de entrada para todos os outros direitos. Sem um teto seguro, ficam comprometidos também a segurança, saúde, educação e, principalmente, a dignidade do indivíduo. A campanha se inspira no que é chamado de Encarnação de Cristo – "Ele veio morar entre nós" –, e sugere a necessidade de uma conversão tanto pessoal quanto social.
O que esperar dos próximos eventos da campanha?
As atividades de lançamento da Campanha da Fraternidade em 2026 não param por aí. Nos próximos sábado e domingo, as atenções se voltarão para o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, onde a programação continuará. Essa movimentação promete engajar ainda mais pessoas na causa e levar a reflexão sobre moradia a todos os cantos do Brasil.
Com este compromisso, a CNBB espera não só abrir portas para casas dignas, mas também abrir corações para uma nova maneira de pensar a justiça social no país.
Com informações da Agência Brasil