Imagina o susto de descobrir que alunos de uma escola na Região Oceânica de Niterói foram envolvidos em um grupo virtual cheio de conteúdos perturbadores, como pornografia infantil, cenas macabras de violência e mensagens cheias de preconceito homofóbico e racista. Pois é, essa situação horrível ganhou destaque após uma ação policial que promete buscar justiça e proteger os menores expostos a esse tipo de crime.
Nesta última sexta-feira (20), a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói (DPCA-Niterói) liderou a "Operação Pueri in Periculum" para enfrentar de frente crimes de aliciamento e assédio sexual contra menores. A missão: cumprir mandados de busca e apreensão nas casas dos administradores responsáveis por essa atrocidade.
Como começou essa investigação?
Foi a partir de uma denúncia que a polícia começou a desconfiar. O trabalho dos agentes revelou que havia três cabeças por trás desse grupo, que já contava com mais de 500 participantes. A sexta-feira foi marcada pela execução dos mandados de busca, com o objetivo de coletar novas provas e reconhecer outros envolvidos com essa rede do mal.
Outras escolas podem estar envolvidas?
Infelizmente, existem suspeitas de que estudantes de outras escolas da cidade também foram arrastados para dentro desse grupo sinistro. É um problema que se alastra, mas que está na mira das investigações, que esperam colocar um ponto final nessa história.
Qual a recomendação da polícia para os pais?
A Polícia Civil destaca a importância de o diálogo entre pais, responsáveis e jovens ser aberto e constante. Confiança é a palavra-chave, e as crianças precisam se sentir seguras para falar sobre qualquer coisa estranha que vejam ou vivenciem no mundo virtual. O recado é claro: ao primeiro sinal de irregularidade, procure ajuda - seja das autoridades ou da própria escola.
"Pueri in Periculum", traduzido do latim, nos lembra que as "Crianças estão em Perigo". Vamos ficar atentos e proteger o que há de mais precioso.
Com informações da Agência Brasil