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BRASIL

AM: Polícia detém agentes públicos suspeitos de colaborar com facção

Um golpe milionário desafia a segurança pública no Amazonas, com a prisão preventiva de 13 suspeitos envolvidos em um esquema de tráfico de drogas. A investigação, batizada de Operação Erga Omnes, desvenda uma conexão perigosa entre membros da facção crim

20/02/2026

20/02/2026

Um golpe milionário desafia a segurança pública no Amazonas, com a prisão preventiva de 13 suspeitos envolvidos em um esquema de tráfico de drogas. A investigação, batizada de Operação Erga Omnes, desvenda uma conexão perigosa entre membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e ocupantes de cargos públicos de alto nível. Entre os alvos estão integrantes do Executivo, Legislativo e Judiciário. Desde 2018, os acusados teriam movimentado cerca de R$70 milhões através de empresas de fachada para lavar o dinheiro ilícito.

Este escândalo levanta uma questão alarmante sobre a infiltracao do crime organizado nos meandros do poder estatal. Liderada pelo delegado Marcelo Martins, a operação revelou um complexo esquema onde servidores públicos não apenas facilitavam as atividades criminosas como também forneciam informações sigilosas. Além disso, o uso de entidades religiosas como formas de encobrimento adicionou uma camada ainda mais chocante a esse enredo.

Quem são os envolvidos?

A Agência Brasil identificou Anabela Cardoso Freitas, que ocupa o cargo de assessora técnica na Casa Civil municipal, como uma das principais investigadas. Anabela já atuou como chefe de gabinete do prefeito de Manaus, David Almeida – que, até o momento, não é considerado suspeito. A prefeitura local fez questão de se afastar da questão, alegando compromisso com a legalidade.

Outro nome de destaque é o de Izaldir Moreno Barros, auxiliar judiciário do Tribunal de Justiça do Amazonas. O TJ-AM já anunciou que está tomando medidas administrativas cabíveis, e reafirmou seu compromisso com a integridade judiciária.

Qual a metodologia do esquema criminoso?

Segundo o delegado Marcelo Martins, o grupo usava empresas de fachada para disfarçar suas operações milionárias. O Comando Vermelho comprava drogas em Tabatinga, canalizava o lucro através desses negócios-fantasma no Amazonas e Pará, e distribuía os entorpecentes pelo Brasil. Relatórios do Coaf ajudaram os investigadores a rastrear transações suspeitas de servidores públicos envolvidos.

Como as instituições religiosas participaram?

Um líder do esquema se passava por evangélico, utilizando uma igreja na zona leste de Manaus como disfarce para suas atividades. Esta informação reforça a sofisticação do grupo em evitar a detecção, já que até mesmo igrejas eram usadas para proteger a quadrilha.

“Elas não compravam insumos, não negociavam com outras empresas do ramo. Suas únicas transações financeiras eram com traficantes e servidores públicos”, detalha o delegado Marcelo Martins.

Para mais detalhes sobre a operação, assista ao Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.



Com informações da Agência Brasil

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