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BRASIL

Júri popular de réus pelo assassinato de Mãe Bernadete começa na terça

O assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete trouxe à tona questões urgentes sobre violência e direitos humanos no Brasil. A partir desta terça-feira (24), o Tribunal do Júri na Bahia dará início ao julgamento dos acusados, Arielson da Conceição Santos

20/02/2026

20/02/2026

O assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete trouxe à tona questões urgentes sobre violência e direitos humanos no Brasil. A partir desta terça-feira (24), o Tribunal do Júri na Bahia dará início ao julgamento dos acusados, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, responsáveis pelo crime ocorrido em agosto de 2023. A expectativa de um julgamento justo mobiliza entidades de defesa dos direitos humanos, ressaltando a importância da justiça para comunidades quilombolas e defensores de direitos.

A repercussão nacional do caso acelera as ações de sensibilização, enquanto entidades como a Anistia Internacional Brasil se preparam para acompanhar de perto o julgamento. Jurema Werneck, diretora executiva da organização, destaca a necessidade de garantir justiça e segurança aos que lutam por seus territórios.

O que está em jogo com este julgamento?

Para os defensores de direitos humanos, este julgamento é mais do que um simples veredicto; é um marco em busca de verdade e reparação. Como pontua Jurema Werneck, "este julgamento precisa ser um marco de verdade, justiça e reparação. Não apenas para sua família e seu quilombo, mas para todas as pessoas defensoras de direitos humanos no Brasil".

Werneck também alertou que o homicídio de Mãe Bernadete não é um caso isolado, mas sim parte de um "padrão de violência, racismo e conflitos territoriais" que afeta severamente as comunidades quilombolas.

Quem são os réus e qual a situação atual?

Maria Bernadete Pacífico, carinhosamente conhecida como Mãe Bernadete, foi brutalmente assassinada com 25 tiros em sua residência no Quilombo Pitanga dos Palmares, situado em Simões Filho, próximo a Salvador. Arielson da Conceição Santos está sob custódia, mas Marílio dos Santos continua foragido.

Os réus enfrentam acusações de homicídio qualificado e feminicídio, além de crimes adicionais. O crime ocorreu mesmo após alertas frequentes de ameaças, com Mãe Bernadete integrada ao Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.



Com informações da Agência Brasil

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