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BRASIL

Especialistas da ONU pedem justiça plena para Marielle e Anderson

Na véspera de um julgamento que promete marcar a história, especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) clamam por justiça no caso dos assassinatos de Marielle Franco, vereadora, e Anderson Gomes, motorista. A audiência no Supremo Tribunal Federal

23/02/2026

23/02/2026

Na véspera de um julgamento que promete marcar a história, especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) clamam por justiça no caso dos assassinatos de Marielle Franco, vereadora, e Anderson Gomes, motorista. A audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) acontece amanhã, terça-feira (24), em Brasília.

O comunicado, emitido diretamente de Genebra, defende que o julgamento seja conduzido com equidade e transparência. A ONU, com apoio de 16 especialistas, destaca a importância de se assegurar justiça e reparação frente ao racismo sistêmico e à discriminação estrutural no Brasil.

Qual é a importância deste julgamento?

Marielle Franco e Anderson Gomes foram brutalmente assassinados no dia 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. A ONU ressalta que o julgamento não é apenas um passo para justiça sobre esses crimes, mas também um marco na luta contra a impunidade do racismo e contra a violência dirigida a defensores de direitos humanos.

“Marielle Franco era uma defensora dos direitos humanos que se manifestava contra o racismo sistêmico, a discriminação estrutural e a brutalidade policial no Brasil. Ela era vítima de discriminação interseccional, especificamente a intersecção entre racismo, classismo, misoginia e preconceito com base na orientação sexual”, observaram os especialistas.

Por que o julgamento demora?

O comunicado da ONU sublinha as mudanças frequentes na liderança das investigações e o vazamento de informações, destacando que oito anos se passaram até a chegada deste momento. Apesar de algumas condenações terem ocorrido em 2024, os especialistas alertam que o combate à impunidade ainda não foi concluído.

Quem são os acusados?

No centro das acusações, estão nomes destacados: Domingos Brazão e seu irmão Chiquinho, junto com Rivaldo Barbosa, são apontados como mandantes do crime. Ronald Paulo de Alves teria monitorado a vereadora, enquanto Robson Calixto Fonseca é acusado de entregar a arma usada nos assassinatos.

Quais são as motivações por trás dos assassinatos?

A investigação da Polícia Federal sugere que os assassinatos estão relacionados às discordâncias políticas entre Marielle Franco e o grupo liderado pelos irmãos Brazão. A questão envolve tensões sobre o controle fundiário em áreas dominadas por milícias no Rio de Janeiro.

Especialistas da ONU pedem justiça plena para Marielle e Anderson
Viúvas de Anderson Gomes, Agatha Arnaus, e de Marielle Franco, Mônica Benício, com Marcelo Freixo no Tribunal do Júri do Rio no dia da condenação Ronnie e Élcio pelo assassinato. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o julgamento no STF, a expectativa é que não só a justiça para Marielle e Anderson seja alcançada, mas que se abra caminho para enfrentar de maneira mais agressiva as estruturas que permitem a violência e a discriminação no país.

Especialistas da ONU pedem justiça plena para Marielle e Anderson
Caso Marielle Franco - Domingos Brazão, seu irmão Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa Foto: Alerj, ABr - Alerj



Com informações da Agência Brasil

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