Em Brasília, a auditora aposentada Maria Helena Araújo tem uma preocupação muito comum entre avós e pais nos dias de hoje: como reduzir o tempo que a neta passa na internet e direcionar suas atividades de maneira saudável. Maria Helena começou a desenvolver estratégias para manter a menina ativa e longe das telas, como aulas de ginástica e momentos de lazer ao ar livre. Esta é uma questão que pode estar te tocando também, não é mesmo?
O UNICEF entende bem essa preocupação e por isso lançou um guia com dez dicas valiosas para ajudar adultos a conduzir a vida digital das crianças e adolescentes de forma mais segura e consciente. O que podemos fazer para assegurar que o universo digital seja um ambiente construtivo? Já pensou sobre isso?
Como as dicas do UNICEF podem transformar a sua abordagem?
Entre as medidas sugeridas pelo UNICEF, destacam-se o diálogo aberto com as crianças, a definição de horários para o uso das telas e a atenção ao conteúdo consumido. Não se trata apenas de restringir, mas de orientar, ensinar o que é saudável para seus filhos ou netos. Também é importante explicitar que você monitora o acesso deles à internet e se interessa pelo que fazem online.
De que maneira a Safernet contribui com a proteção digital?
Há mais de 20 anos, a Safernet tem sido um pilar na defesa dos direitos humanos na rede, e a psicóloga Bianca Orrico, que também é Doutora em Estudos da Criança, analisa as sugestões do UNICEF e traz ainda mais insights. Destaca a importância de ferramentas de controle parental, especialmente para crianças mais novas ou adolescentes que exploram novas plataformas. Ser uma referência digital positiva é essencial, concorda?
Quais são os riscos escondidos na internet?
Bianca ainda alerta para um problema crescente: adolescentes sendo alvos de extorsão sexual e participações em grupos de ódio. É crucial conversar sobre essas questões sensíveis para que crianças e adolescentes reconheçam e evitem violações online. Você tem falado sobre isso com os jovens ao seu redor?
Por que o bom e velho diálogo faz a diferença?
O diálogo contínuo com os filhos é fundamental para compreender os sentimentos deles em relação à tecnologia. A especialista em parentalidade digital, Jacqueline Nesi, da Universidade de Brown, reforça que nem tudo é culpa do mundo tecnológico. Uma comunicação aberta pode fazer maravilhas, não acha?
A orientação e o acompanhamento digital são essenciais e, quando feito com regras claras, o acesso à internet pode ser seguro e saudável para os jovens, segundo a Safernet. Afinal, o objetivo é educar para o melhor uso das tecnologias, certo?
Com informações da Agência Brasil