Você sabe da última decisão impactante do governo sobre as hidrovias na Amazônia? O Decreto n° 12.856, publicado no Diário Oficial da União, suspendeu os estudos para a concessão privada da hidrovia do Rio Tapajós e de outros dois rios amazônicos, o Madeira e o Tocantins.
A decisão foi anunciada ontem pelo Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pela Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. Eles atenderam a reivindicações das comunidades indígenas que residem no Baixo Tapajós, perto de Santarém, no Pará, que estavam preocupadas com o impacto dessas concessões.
Por que o governo decidiu revogar o decreto?
"Esse é um governo que tem compromisso com a escuta do povo, com a escuta dos trabalhadores, com a escuta dos povos indígenas," destacou o ministro Boulos em declaração a jornalistas. Ele reforçou a intenção do governo em respeitar as demandas dos povos originários, mesmo que isso signifique recuar de decisões anteriores. Isso reflete uma postura inovadora, de abertura ao diálogo com aqueles diretamente impactados pelas medidas governamentais.
Como os povos indígenas reagiram?
A resposta das comunidades indígenas foi marcante. Em protesto contra o decreto, eles não hesitaram em ocupar o escritório da multinacional Cargill, em Santarém, ao lado do Tapajós, destacando seu descontentamento. Além disso, houve acampamentos prolongados em Brasília e São Paulo, ilustrando a mobilização e a resistência desses povos.
Essas ações mostram a determinação das comunidades de protegerem seu território e modo de vida, alertando para a importância do reconhecimento e da integração de perspectivas indígenas nas decisões que afetam diretamente suas vidas.
Com informações da Agência Brasil